A partir da segunda quinzena de outubro chega ao Estado a marca Amazonas Sandals, que possui 65 anos de experiência no mercado de calçados no Brasil. De acordo com o gerente de marketing e desenvolvimento da empresa, Ariano Novaes, o diferencial deles é focar nos produtos a sustentabilidade atrelada ao design e conforto.
A Amazonas Sandals possui cerca de 1.100 modelos de sandálias, gerando atualmente quase 8 mil empregos, diretos e indiretos, no ano passado conseguiu faturar cerca de R$370 milhões e para este ano a meta é maior, tanto que a empresa está apostando abrir até o final do ano lojas em todo Brasil. “A consolidação do produto no mercado nacional e toda a internacionalização vem acontecendo antes mesmo do lançamento no país”, disse Novaes, ainda revela que até março de 2012 eles abrirão 3 lojas-piloto na China, como parte da estratégia de expansão e busca pelo mercado de alto consumo.
Ele destaca que criando com sustentabilidade, a Amazonas Sandals tem como sua essência a tecnologia para o benefício a serviço da natureza, através do desenvolvimento das sandálias em borracha natural, com látex proveniente das seringueiras nativas da floresta amazônica, beneficiando com este trabalho as comunidades ribeirinhas. Alguns modelos são feitos a partir de borracha reciclada e reciclável e, em especial, a borracha biodegradável vulcanizada – Bio Rubber, que após desuso é consumida pelo ambiente em cinco anos – ao contrário das borrachas sintéticas que poluem o ambiente pelo período de até 700 anos.
Segundo o gerente, a empresa desenvolveu muitos estudos na geração de tecnologia de borracha, adesivos, entre outros produtos, conceituando-se como empresa referência no mercado de calçado nacional e internacional. “A equipe de tecnologia de borracha é focada na elaboração de produtos que tenham desempenho no processo de segmento especializado, principalmente no mercado de segurança que requer produtos diferenciados, tornando o Centro de Tecnologia do Amazonas um laboratório de pesquisa do mercado calçadista”, ressaltou.
Mercado brasileiro
Novaes afirma que o mercado de calçados no Brasil é eclético, com alto potencial de consumo e o crescimento do poder de consumo das classes D e E aquecem ainda mais o varejo, deixando-o mais competitivo, principalmente pelo grau de qualidade e inovação, características do calçado brasileiro.
Hoje, segundo a Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados) o setor sofre com uma situação crítica, pois desde fevereiro deste ano empresários brasileiros não conseguiram atravessar a fronteira para a Argentina por falta da liberação das licenças não-automáticas, concedidas pelo governo de Cristina Kirchner. Ou seja, estão há quase 300 dias parados nas fábricas aguardando a autorização para o embarque, quando as regras da OMC (Organização Mundial de Comércio) ditam o prazo de 60 dias.
Segundo levantamento da Abicalçados até o dia 30 de setembro havia 3,3 milhões de pares aguardando a liberação das licenças, mas o número de pares pode ser bem maior, pois este volume refere-se a cerca de 20 empresas associadas que responderam ao levantamento feito pela entidade. Apesar disso, a expectativa é grande para os calçadistas nacionais, uma vez que no próximo dia 16 é Dia das Mães na Argentina, uma das datas mais importantes para o comércio local.
Por causa desses entraves, desde o último dia 29, o governo federal passou a barrar a entrada de carros e de produtos como arroz e vinho argentinos, como forma de pressionar a liberação das licenças.







