O Amazonas é o Estado que apresentou maior queda na produção industrial de agosto a setembro com redução de -5,2%, conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado ontem. O número representa menor desempenho entre 15 estados pesquisados pelo IBGE. O Estado também apresentou queda de (14,8%) em relação a setembro do ano passado.
De acordo com a pesquisa outros sete Estados puxaram a queda da produção industrial, além do Amazonas, São Paulo (-3,9%), Bahia (-3,3), Paraná (-3,1), Minas Gerais (-1,9%) e Santa Catarina (-1,8%) tiveram destaques.
As atividades que tiveram desempenho negativo no Estado foram: a impressão de reprodução e gravação de CDs e DVDs com queda de -70%, fabricação de máquinas e equipamentos-31,1% e materiais elétricos 129,7%, respectivamente.
Segundo o supervisor de disseminação de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques, ainda estamos vivendo uma economia desacelerada. “Algumas atividades não conseguiram colocar seus produtos no mercado fazendo cair a demanda e em consequência, a venda”, disse. Por conta de não ser um período que potencializa as linhas do PIM, os bens duráveis ficam um pouco de lado. “Esses bens são alavancados em períodos de compra de Natal, Dias das Mães, o mês de setembro é fraco, mas tivemos quedas de 75% o que não justifica uma baixa sazonalidade”.
O baixo desempenho da produção industrial ainda é reflexo de uma economia de altos e baixos que ainda caminha na instabilidade, avaliou o economista Inaldo Seixas, lembrando que no início do ano a economia girava em torno de 3% e atualmente está perto de 1,5%. “Nós somos uma indústria local que produzimos para a demanda interna, então se essa demanda tem desempregado, não está aquecida, os produtos que fabricamos aqui não vão ser vendidos. Precisamos observar também que algumas atividades ficarão para trás com a em plena ação da quarta revolução industrial”. Alguns setores dentro da Zona Franca de Manaus irão perder relevâncias. É preciso defender um novo modelo de matriz econômica verificar os tipos de tecnologias que vão ser massificadas futuramente para atrair outras linhas de produções”.
Inaldo avaliou ainda que a pesquisa mostra a fragilidade das indústrias alinhada a fragilidade do crescimento econômico. “Há incertezas. A expectativa futura em relação à Zona Franca pode impactar diretamente o momento atual”.
Dados
Embora uma queda nacional de 1,8% a produção avançou nos Estados do Ceará (3,7%) e Pará (3,5%). Além dos estados de Pernambuco (1,7%), Goiás (1,4%), Rio Grande do Sul (1,3%, Rio de Janeiro (1,0%), Espiríto Santo (0,9%) e Mato Grosso (0,9%). Na comparação com setembro de 2017, os maiores crescimentos foram observados em Pernambuco (15,9%), Pará (14,1%) e Rio Grande do Sul (12,44%).
Já no acumulado do ano, houve altas em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaque para o estado do Pará (9,8%), Amazonas (7,8%) e Pernambuco (7,1%). Os três locais que tiveram queda foram Goias (-3,6%), Espírito Santo (-2,7%) e Minas Gerais (-1,6%).
No acumulado de 12 meses, 11 dos 15 estados pesquisados registraram taxas positivas, com destaque para o Pará (10,2%) e o Amazonas (8,1%). As quedas foram para os Estados de Espírito Santo (-2,5%), Minas Gerais (-1%) e Goiás (-0,2%).






