Amazonas tem mais de 5 mil afastados do trabalho

Em: 14 de dezembro de 2011
Ao menos 5.310 pessoas foram cadastradas no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até o primeiro semestre deste ano porque sofreram acidente de trabalho ou estão se recuperando de alguma doença ocupacional
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Ao menos 5.310 pessoas foram cadastradas no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até o primeiro semestre deste ano porque sofreram acidente de trabalho ou estão se recuperando de alguma doença ocupacional

Ao menos 5.310 pessoas foram cadastradas no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) até o primeiro semestre deste ano porque sofreram acidente de trabalho ou estão se recuperando de alguma doença ocupacional. O resultado do período supera o do ano passado, quando foram registrados aproximadamente cinco mil afastamentos tanto na capital quanto na zona rural. O presidente do Sintest-Am (Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho do Amazonas), Antonio Tavares, acredita que o aquecimento no mercado de trabalho irá contribuir para agravar mais este quadro em 2011.
“Infelizmente, quando se aumenta o número de empregos e vagas de trabalho também fica maior o número de pessoas vítimas de acidentes no trabalho ou algum tipo de lesão provocada pela atividade exercida”, comentou o presidente.
Tavares diz que esse número ainda é muito maior para o Estado, pois leva em consideração apenas o segmento incluso entre as 394 mil carteiras de trabalho que deram entrada no INSS até julho deste ano. Ficaram fora do levantamento as pessoas que não estão inseridas no mercado formal e que não procuraram o órgão para retirar o benefício previsto em lei.
De acordo com Tavares, há uma discussão em torno da criação de uma entidade estadual que possa elaborar políticas e atividades de conscientização da saúde no ambiente de trabalho, a Fundacentro. A entidade já existe em outros Estados e tem como principal objetivo a realização de estudos e pesquisas pertinentes aos problemas de segurança, higiene, meio ambiente e medicina do trabalho.

PIM

A gerente geral de saúde da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Conceição Costa, explica que as empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) recentemente começaram a romper as resistências em criar programas de melhorias na qualidade da saúde dos funcionários. Atualmente, existem várias linhas de crédito para que as empresas possam investir na melhoria das condições de trabalho.
“É fato que a capacidade produtiva do trabalhador amazonense é alta e por este motivo as empresas já se preocupam em cuidar para que ele permaneça mais tempo em um ambiente seguro”, afirmou Conceição.
Segundo ela, entre 2009 a 2011 uma média de 120 empresas foi mapeada pelo Sesi (Serviço Social da Indústria) sobre o ambiente de trabalho no qual vivem os empregados. 35 mil funcionários do Distrito passaram pelo levantamento que deverá ser consolidado ainda este ano.
“Um dos principais focos dessa pesquisa é saber como está a situação daquelas doenças não transmissíveis que estão presentes nas empresas como diabetes, hipertensão e depressão”, finalizou Conceição.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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