Amazonas tem o 2º preço mais baixo do país

Em: 29 de abril de 2011
Quem precisou economizar para comprar um veículo zero km em 2011, deve manter o sacrifício para abastecer sua condução, já que o etanol tem sido comercializado a preços cada vez mais elevados
Quem precisou economizar para comprar um veículo zero km em 2011, deve manter o sacrifício para abastecer sua condução, já que o etanol tem sido comercializado a preços cada vez mais elevados

Quem precisou economizar para comprar um veículo zero km em 2011, deve manter o sacrifício para abastecer sua condução, já que o etanol tem sido comercializado a preços cada vez mais elevados. Segundo o IPTC (Índice de Preços Ticket Car), na primeira quinzena de abril o preço do combustível vegetal ficou na faixa de R$ 2,37 por litro em todas as regiões brasileiras, 6% mais caro que em março.
O indicador aponta que a gasolina, com 25% de etanol, anotou um preço médio de R$ 2,82 por listro e traz bem mais vantagem ao motorista do que o álcool comum, por ter mais autonomia e maior rendimento. Neste caso, embora pareça improvável, dentre os 26 estados do país, além do Distrito Federal, o Amazonas é o segundo a registrar um dos preços mais baixos do país, com R$ 2,738, atrás apenas de Alagoas (R$ 2,708).
Para o gerente de vendas da Equador Distribuidora, Diego Targino, o Estado deveria ter um dos preços mais caros, em virtude dos fretes necessários para a importação do etanol. No caso da Equador, a gasolina vai de Mato Grosso até Porto Velho por rodovias e chega a Manaus por via fluvial. Ele salienta que, a cada litro de álcool, é cobrado R$ 0,18 de frete.
Mas, como nem tudo são flores, isso não quer dizer que há motivos para comemoração. Segundo o gerente, que trabalha há seis anos no segmento, esta variação foi recorde. “Porque, além dessa crise de álcool que tem sempre, houve o aumento da frota veicular”, analisou.
Targino explica que as lavouras não acompanharam a fabricação de automóveis. De acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores), a produção de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, saltou de 787.074 unidades para 825.817 unidades neste primeiro trimestre do ano, quando comparado a igual período de 2010, alta de 4,92%.
Além disso, ele comenta que, como os fabricantes têm priorizado a produção do açúcar ao invés do álcool, o produto tem faltado no mercado, o que permitiu o seu encarecimento.

Fim do Drama

Depois do período crítico de entressafra, a valorização do etanol já tem data de validade. Ontem, o secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, previu que haverá uma redução no preço da mercadoria em maio, devido o retorno das atividades de praticamente todas usinas. O gerente de vendas da Equador avalia que esta mudança deve acontecer na segunda quinzena do ‘mês das Mães’.
Mesmo se as projeções não se concretizarem, a luta para reduzir a mistura de etanol anidro na gasolina e, consequentemente, ‘folgar’ o bolso do consumidor, cedeu levemente, segundo o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis), Haroldo Lima. Antes da reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) que, por sinal, não tratará sobre o assunto, o diretor afirmou que há menos pressão para redução, embora eles ainda estudem a proposta.
De acordo com apuração do jornal “Valor Econômico”, o governo pretende reduzir a porcentagem para 20% ou 18%, dependendo apenas de uma decisão da presidenta Dilma Rousseff.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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