A crise financeira internacional, que provocou reações negativas no desempenho fabril do PIM (Polo Industrial de Manaus) e no comércio local, com baixa de 7% em janeiro, ante mesmo período do ano passado, parece não ter abalado a confiança do consumidor manauense. No primeiro mês de 2009, 46,6% afirmaram que a situação econômica atual comparada a janeiro de 2008 está melhor. Para outros 28,5%, a situação é igual. É o que aponta o Ifpeam (indicativo do Instituto Fecomercio de Pesquisas Empresariais do Amazonas).
De acordo com pesquisa da Fecomercio, do total de consumidores que afirmaram melhoria na situação econômica, 5,3% deles avaliam a condição financeira como muito melhor e 41,3%, como um pouco melhor. Para os próximos seis meses, os números são ainda mais animadores: 53% esperam crescimento na economia de Manaus, informando que ela estará um pouco ou muito melhor e 31% acham que permanecerá inalterada.
Apenas 25,1% do total de entrevistados disseram que a situação atual está um pouco ou muito pior. Para o próximo semestre, somente 16% dos consumidores afirmaram que a situação estará um pouco ou muito pior em comparação à atual.
Experiências anteriores
Para o presidente do Sistema Fecomercio, José Roberto Tadros, a experiência da população com crises anteriores é a razão da alta confiança na economia. “O brasileiro já viveu duras e sucessivas crises econômicas. E essa com certeza, será superada, principalmente, por ser mais uma crise externa do que interna. Some-se a isso, a ausência de inflação no mercado nacional”, explicou. Tadros disse ainda que, ao contrário do hábito norteamericano, no Brasil apenas 5% da população investe em ativos, o que ajudou no controle e confiança financeira.
Condição financeira fica estável
Mas, a situação financeira familiar não variou muito na opinião da maioria dos entrevistados (64%), quando comparada ao mês anterior, ou para 42,5%, no quadro comparativo com seis meses atrás. Já para 24,8% dos consumidores a situação financeira da família está um pouco ou muito melhor, enquanto que para 11,2% a situação está um pouco ou muito pior, em relação a dezembro de 2008.
A expectativa para fevereiro, quanto à situação financeira da família, para os entrevistados é de variação positiva, subindo de 24,8% para 46,8% o indicativo de consumidores que acreditam estar um pouco ou muito melhor, enquanto 45,3% acham que não haverá mudanças mais pontuais.
A situação é ainda mais animadora, quando perguntados sobre a expectativa quanto à situação financeira familiar para daqui a seis meses. A maioria dos entrevistados, cerca de 80%, disse acreditar que estará um pouco ou muito melhor. Para 12,8% dos entrevistados estará igual e apenas 7,2% disseram que estará pior.
Mercado de Trabalho
Em relação à oportunidade de emprego em Manaus, comparada ao mesmo período do ano passado, 52,5% dos entrevistados considera que está mais difícil encontrar novas oportunidades. Outros 13,2% informaram que as chances de recolocar-se no mercado de trabalho permanecem inalteradas. Mas, para 34,3% dos consumidores, essa recolocação está mais fácil. Os números permanecem basicamente os mesmos quando a previsão se estende para os próximos três meses, quanto à empregabilidade.
Variação dos preços
Quanto aos preços praticados no comércio, a maioria (56%) dos consumidores acredita que no próximo mês, eles estarão um pouco ou muito mais altos. Na contramão, 24,6% dos entrevistados considera que os preços cairão. No meio termo, 19,5% estimam que os preços permanecerão iguais.
Ainda no quesito compras, os consumidores permanecem com as intenções de compra para bens de consumo de natureza pessoal neste mês. Nesse contexto, destacam-se os setores de vestuário com 20,5%, calçados com 11,3%, celular com 5%, utilidades domésticas, livraria e papelaria com 4% e ótica com 3,3%.
O objetivo da pesquisa da Fecomercio é identificar o sentimento dos consumidores, levando em consideração suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação futura da economia local. Segundo a equipe técnica Ifpeam, os números indicados no trabalho servem “como balizador para tomada de decisões de investimentos e planejamento de compras”.
A pesquisa foi realizada por zonas e seus respectivos bairros em Manaus junto a 400 consumidores.







