Para atender a crescente demanda por inovação ‘economicamente enxuta’ da indústria, o IEL (Instituto Euvaldo Lodi) encaminhou ao Núcleo Nacional da instituição os pareceres dos primeiros projetos aprovados pelo INOVA Talentos, programa que conta com a parceria do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Os quatro projetos inovadores têm desenvolvimento de bolsistas do Senai-Am (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Amazonas) e da Pentop Brasil, unindo instituições de capacitação e iniciativa privada.
Com 10 projetos examinados pelo comitê (destes, oito foram para avaliação e quatro selecionados), a superintendente do IEL AM, Andrea Guerra, acredita na inovação para a retomada do crescimento da indústria. “O caminho para que a indústria volte a crescer é a inovação, melhor opção para que a economia brasileira consiga contornar a crise e vença os desafios de ter uma gestão mais enxuta, produtiva e de qualidade”, disse a superintendente.
Os projetos de bolsistas do Senai-Am foram acompanhados por técnicos da própria instituição, sendo os selecionados: ‘Elaboração de sensores bioeletrônicos para qualificação de extratos antioxidantes vegetais da região amazônica’, ‘Controlador programável via protocolo i2C para quatro eixos de motores de passo’, ‘Materiais e técnicas de caracterização elétrica de sensores bioeletrônicos baseados em estruturas metal-isolante-semicondutor’.
O projeto “Materiais e técnicas de caracterização elétrica de sensores bioeletrônicos baseados em estruturas metal-isolante-semicondutor” teve concepção de três bolsistas do Inova Talento, dois coordenadores e um tutor. A proposta inovadora está na utilização de demandas regionais, explica o analista em inovação do Instituto Senai de Inovação (ISI de Microeletrônica), Luciano Lourenço.
“Desenvolvemos o projeto de um dispositivo a partir das demandas regionais para identificar, em tempo real, a acidez de soluções aquosas e que pode ser aplicado, por exemplo, na detecção do pH da água nos viveiros de piscicultura, pois na criação de peixes é importante monitorar a acidez da água”, explica Lourenço, que é ex-bolsista do INOVA Talentos de 2014 a 2015.
Incentivo a inovação
O INOVA Talentos tem proposta de ampliar a cultura de indústria mais diversificada e inovadora, partindo do trabalho conjunto de selecionar e capacitar profissionais para o exercício de atividades de inovação e desde 2013, o Núcleo Regional do IEL já participou de quatro chamadas do INOVA Talentos e acompanhou 21 projetos, atendendo nesse período 36 bolsistas.
Para participar do programa é requisito para a organização interessada estar legalmente constituída. Para empresas ou institutos de PD&I (Pesquisa, inovação e desenvolvimento) privados além do projeto de inovação submetido à Chamada Nacional de Inovação CNPq/IEL, é necessária ainda contrapartida de R$ 20 mil. Os projetos aprovados devem contar com três bolsistas, que deverão estar no penúltimo ano da graduação ou ter até três anos de formado. Com bolsas entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, os bolsistas terão acompanhamento de um tutor designado pela empresa participante, pelo período de um ano. As bolsas serão pagas pelo CNPq.
Iniciativa privada
Buscando a inclusão com inovação, a Pentop Brasil apresentou projeto para popularização da caneta Pentop. Para a avaliadora representante do Ifam (Instituto Federal do Amazonas) e da Rami (Rede Amazônica de Instituições em prol do Empreendedorismo e Inovação), Maria Goretti, projetos assim vão além das demandas da indústria e tem o acolhimento do programa. “O INOVA Talentos é um grande incentivo para empresas que desenvolvem projetos, como o da Pentop, voltado a socialização da educação, e do Senai, direcionado a prototipagem de baixo custo”, afirmou Maria Goretti.







