Com recursos de US$ 120 milhões, o país poderá criar e conservar mais 20 milhões de hectares de áreas protegidas na Amazônia até 2013. Ao anunciá-los, durante o 7º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, na semana passada, em Curitiba (PR), a secretária de Biodiversidade e Florestas, Maria Cecília Wey de Brito, também previu uma terceira etapa do Arpa (Programa Áreas Protegidas da Amazônia), que vai durar até o ano de 2016.
A secretária anunciou a segunda etapa do Arpa, um dos principais impulsionadores de unidades de conservação na Amazônia. O programa possibilitou, até agora, a destinação de recursos técnicos e financeiros na criação ou implementação de 63 UCs (Unidades de Conservação), no total de 34 milhões de hectares.
Para consulta pública, a partir de agora o Ministério do Meio Ambiente mostrará em sua página na internet todos os dados sobre a segunda etapa do programa. “Os recursos contribuem de forma decisiva para que as unidades de conservação cumpram a sua missão de preservar a rica biodiversidade da região”, comentou a secretária.
Em agosto, representantes das unidades de conservação da região sul da Amazônia e gestores estaduais reuniram-se na intenção de tirá-las do papel no melhor estilo “a união faz a força”. Criados com a evidente intenção de barrar as frentes de desmatamento no Norte de Mato Grosso, Oeste de Rondônia e Sul do Amazonas, mas sem infraestrutura, recursos ou pessoal suficiente, 25 parques e reservas aproveitaram o apoio do Arpa e da agência alemã GTZ para organizar uma gestão mais barata e eficiente. O objetivo é consolidar o Mosaico da Amazônia Meridional.
Trabalhar em conjunto e sanar os imensos obstáculos da gestão de áreas protegidas no arco do desmatamento é uma reação quase automática de quem trabalha na Amazônia. Ainda mais para salvaguardar uma área legalmente protegida de nada menos 10 milhões de hectares. “Já trabalhamos de forma integrada, a diferença é que isso agora vai ser oficializado e poderemos realmente dividir infraestruturas, pontos de apoio, trabalhos em bloco. Tudo pode ser facilitado”, comentou a chefe do Parque Nacional do Juruena (MT-AM), Cristiane Figueiredo.
“Uma vez fizemos uma atividade de sinalização e fiscalização junto com o Parque Nacional dos Campos Amazônicos, na borda oeste do mosaico. O custo de cada placa era de R$ 500. Juntos, economizamos e colocamos sete placas por R$ 2.800. Pode parecer pouco, mas isso faz uma grande diferença para nós”, assinalou o representante do Parque Estadual do Guariba, no Amazonas, Izac Francisco Theobald.
“Os mosaicos são instrumentos de gestão previstos no SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), assim como são as reservas da biosfera e os corredores ecológicos. São ferramentas em que um mais um é igual a três”, resumiu o representante da WWF-Brasil, Marcos Pinheiro, que ajudou na organização do encontro, que aconteceu em Chapada dos Guimarães (MT).
Amazônia ganha R$ 120 mi para preservação
Em: 29 de setembro de 2009
Com recursos de US$ 120 milhões, o país poderá criar e conservar mais 20 milhões de hectares de áreas protegidas na Amazônia até 2013
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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