Na quinta-feira (24), sai o resultado dos vencedores da 64ª edição do Prêmio Jabuti. E tem uma paulista amazonense concorrendo com o livro ‘A Amazônia sustentável e o ecossistema empreendedor’, na categoria Economia Criativa. Trata-se da jornalista, e articulista do Jornal do Commercio, Cristina Monte que, pela primeira vez, e com o primeiro livro, participa do prêmio mais importante da literatura brasileira e já teve seu trabalho reconhecido.
“Eu recebi um e-mail da comissão organizadora e achei que eles haviam mandado errado. Respondi a mensagem pedindo para verificarem, pois havia visto uma lista na internet, acho que de categoria, e não tinha meu nome”, contou.
“Foi quando me recordei que havia recebido um e-mail, alguns dias antes, da CBL (Câmara Brasileira do Livro), organizadora do Prêmio, e não dei importância achando que era uma mensagem de marketing. Não era. Estava me avisando que meu livro estava entre os dez classificados para a semifinal. Demorei a acreditar que havia chegado tão longe”, completou.
Essa lista com os dez classificados foi publicada no dia 25 passado. Na próxima terça-feira (8), serão definidos os cinco títulos de cada categoria (são mais de 20 categorias), que irão para a final.
A 64ª edição do Prêmio bateu recorde de inscrições. No total foram 4.290 livros inscritos, superando em 25% o volume registrado na edição passada, em 2021, que foi de 3.422.
“Mesmo depois de mais de seis décadas de existência, o Prêmio Jabuti continua atual e significativo. Nós notamos isso não só pela quantidade de livros inscritos, que só crescem a cada edição, mas também pela atenção que as pessoas dão para cada uma das etapas, nas redes sociais e na imprensa”, comentou Vitor Tavares, presidente da CBL.
Os vencedores(as) de cada categoria receberão a estatueta e o prêmio de R$ 5 mil (exceto a categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior). O(a) vencedor(a) da categoria Livro no Ano será premiado(a) com a estatueta mais R$ 100 mil. A cerimônia ocorrerá no Teatro Municipal de São Paulo.
Articulista do JC
“Comecei o planejamento do livro em janeiro de 2020, data que efetivamente decidi tirar o projeto da cabeça e iniciar as demandas. Em março do mesmo ano, mesmo no início da pandemia no Brasil, eu já tinha um rascunho mais real e comecei a captar recursos com possíveis patrocinadores. Nessa ocasião, após pesquisa, iniciei o trabalho de campo e fui formatando o texto, cuidando da parte editorial e outras atividades que envolvem a produção de um livro. Participei de todas as etapas e me dediquei à curadoria da obra. O livro foi lançado simultaneamente na Bienal Internacional do Livro (Rio de Janeiro, 2021) e na 3ª Feira do Polo Digital (Manaus)”, falou.
“Isso só foi possível porque tive uma equipe muito envolvida, como o Osvaldo Relder, J.L. Silva, Lucas Rossini e, inclusive o Antonio Parente, do JC, que me auxiliou em algumas entrevistas”, lembrou.


Cristina Monte nasceu em São Paulo, mas mora em Manaus desde 2005. Trabalhou durante alguns anos na Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica); atuou como consultora de comunicação no INDT (Instituto de Desenvolvimento Tecnológico); apresentou, durante três anos, o programa ‘Acelera Amazônia’, no Amazonsat; escreve uma coluna semanal no Jornal do Commercio, e possui a empresa de assessoria de imprensa Fala Negócios de Comunicação, além do portal Na Cuia da Cris.
Entre as grandes
“A obra ‘A Amazônia sustentável e o ecossistema empreendedor’ é o meu primeiro trabalho. Esse projeto nasceu da minha necessidade pessoal de entregar à Amazônia um tantinho de tudo que ela me deu. É um propósito de vida. Uma causa que me move. Um trabalho que gostaria de deixar, principalmente, para quem desconhece essa região. É um livro de leitura rápida, acessível e fácil compreensão. Não tem pretensões intelectuais, mas sim, de chegar a outros países, por isso, editei também a versão em inglês”, explicou.
O livro conta com a participação de mais de 100 convidados, das mais diversas áreas de atuação, ribeirinhos, professores, cientistas e pesquisadores, agentes públicos, representantes de ONGs e do poder público, presidentes de empresas e de institutos de pesquisa, pequenos/médios e grandes empreendedores, dentre outros, relatando suas experiências em prol do desenvolvimento sustentável da Amazônia.
“Inicialmente, procurei parceria com uma renomada editora local, pois –acredito –que, como a obra trata de ‘ecossistema’ eu deveria fazer o que proponho no livro. Entretanto, não houve interesse e nem retorno por parte da editora. Como o projeto não podia parar e eu já havia assinado contrato com os patrocinadores, preparei minha pequena empresa para ser editora de livros e o selo é da Fala Negócios de Comunicação”, revelou.
“Minha editora, recém-criada, está entre a Melhoramentos, a Cia das Letras e a Summus. Ter meu trabalho nesse patamar é uma honra para mim e uma importante representatividade para a Amazônia”, finalizou.
Informações: @nacuiadacris
Para adquirir o livro: [email protected]
Por Evaldo Ferreira: @evaldo.am







