O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), fez o lançamento na quarta-feira, 9, no plenário da Câmara Municipal de Manaus, da Cúpula Amazônica de Governos Locais, evento que será realizado no período de 7 a 10 de outubro deste ano no Studio 5 Centro de Convenções. Do encontro sairá a Carta de Manaus, que será levada à cúpula ambiental mundial de Copenhagen (Dinamarca), que vai rediscutir no mês de dezembro o Protocolo de Kyoto.
A reunião foi presidida pelo vereador Paulo Nasser (PHS), presidente em exercício da CMM. O encontro coordenado pela Prefeitura Municipal de Manaus, Confederação Nacional de Municípios e Associação Amazonense de Municípios pretende reunir em Manaus pelo menos 1,5 mil representantes de países e cidades amazônicas, num movimento inédito para mostrar a força e o interesse dos povos da região de se integrar às discussões sobre meio ambiente.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente (Semma) Marcelo Dutra, com a realização da Cúpula Amazônica Manaus vai se destacar como a capital ambiental da Amazônia. O encontro vai trazer para a cidade representantes de governos locais (prefeituras) de toda a Amazônia e países fronteiriços, além de organismos internacionais, como OEA, Cifa/ONU, e países que não fazem parte da Amazônia, a exemplo do Panamá, África do Sul, Alemanha e Noruega.
Em seu discurso, Amazonino disse que a reunião no plenário da Câmara não foi estruturada com o fim precípuo de criar vantagens políticas pessoais. E isso, segundo ele, foi feito “propositadamente, para que esse tema (meio ambiente e preservação) de extraordinária importância para o mundo, se contenha em si mesmo, arrancando das pessoas o respeito necessário a essa iniciativa”.
Ainda segundo o prefeito, o foco principal da Cúpula é a “reivindicação do direito de reclamar a nossa participação nas discussões em torno da Amazônia, que é um dever e um direito nosso”. Ele citou que a Amazônia internacional tem mais de 7 bilhões de quilômetros quadrados, 60% em terras brasileiras, e nela vivem mais de 40 milhões de pessoas, “que não são ouvidas nessas discussões”. Na avaliação de Amazonino, a forma como foi conduzido o Protocolo de Kyoto (Japão – 1997), premiando o reflorestamento de áreas degradadas, “trouxe um grande prejuízo para nós, que nos esforçamos para manter a floresta tropical amazônica em pé”. Para ele, na ocasião o Brasil foi “silente e omisso”, acompanhando a política ambiental praticada por outros países.
“Entendo que o protocolo deveria alcançar a premiação da floresta em pé”, disse o prefeito de Manaus, que em 2000 foi aos EUA discutir na Bolsa de Valores de Chicago a hipótese de negociar a manutenção da floresta em pé. A proposta era transformar os créditos de carbono resultantes da preservação florestal em commodities negociáveis nos países do 1° mundo.
Amazonino destacou que é preciso começar a tratar outro viés da questão ambiental, que é a poluição urbana. Para isso, deve-se integrar à discussão a proteção ambiental urbana, com legislação própria, definindo pontos básicos que hoje se misturam no emaranhado de leis que praticamente não fazem distinção entre competências da União, Estados e municípios.
Segundo ele, no ano passado mais de 100 bilhões de euros foram investidos na compensação ambiental; em 2012, estima-se que serão investidos 400 bilhões; em 2020 estima-se mais de 2 trilhões. “Nós nunca vimos um centavo disso aqui e a floresta está aí, preservada. Mas em outubro vamos ter a oportunidade de começar a escrever outra história, com a nossa participação efetiva”, concluiu.
Amazonino lança movimento para modificar termos do Protocolo
Em: 10 de setembro de 2009
O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), fez o lançamento na quarta-feira, 9, no plenário da Câmara Municipal de Manaus, da Cúpula Amazônica de Governos Locais, evento que será realizado no período de 7 a 10 de outubro deste ano no Studio 5
Redação
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