Ambientalistas querem limites para turismo na região da Antártida

Em: 13 de fevereiro de 2009
A crise econômica está contendo o turismo antártico, apesar do aumento de longo prazo, uma tendência que os ambientalistas querem limitar a fim de evitar danos ao continente menos alterado pela ação humana
A crise econômica está contendo o turismo antártico, apesar do aumento de longo prazo, uma tendência que os ambientalistas querem limitar a fim de evitar danos ao continente menos alterado pela ação humana

A crise econômica está contendo o turismo antártico, apesar do aumento de longo prazo, uma tendência que os ambientalistas querem limitar a fim de evitar danos ao continente menos alterado pela ação humana.
O número de visitantes, que há um ano atingiu o recorde de 46 mil, deve cair para 39 mil neste verão, segundo a Associação Internacional de Operadoras de Turismo da Antártida.
“(O turismo antártico) foi impactado pela recessão”, disse por telefone o diretor-executivo da entidade, Steve Wellmeier. Ele acredita que o número de turistas deva crescer no próximo verão, mas só em 2011 ou 2012 voltará a superar o recorde.
Identificada por navegadores pela primeira vez em 1820, a Antártida atrai cada vez mais turistas ricos, interessados em ver de perto os pinguins, focas, geleiras, icebergs e montanhas. Até o começo da década de 1980, havia menos de mil visitantes por ano.
Os ambientalistas e alguns governos querem controles mais rígidos para proteger visitantes e a vida selvagem. As preocupações incluem naufrágios, vazamentos de petróleo e estresse sobre a vida animal e vegetal, que já sofre os efeitos do aquecimento global.
“A trajetória de crescimento para o turismo tem sido acentuada”, disse Jim Barnes, diretor da Coalizão do Oceano Antártico e Meridional, que reúne cem ONGs ambientais.
“Antes mais cedo do que mais tarde, (os governos) precisarão tratar da questão do número total de visitantes”, escreveu a coalizão aos 47 países participantes do Tratado Antártico, antes de uma reunião anual em Baltimore (EUA), em abril.
Já a entidade do setor turístico acha os temores exagerados. “Estamos falando em um continente que é maior do que a Austrália, e de um número de turistas que encheria um estádio de futebol”, disse Wellmeier. “Sério, esse número preocupa?”, questionou.
De acordo com ele, não há sinais de danos provocados pelo turismo no continente. Os governos dizem que as operadoras estabeleceram padrões rígidos para levar visitantes, mas mesmo assim há preocupações.
A maioria dos turistas visita a Península Antártica, a parte do Hemisfério Sul que mais se aqueceu nos últimos 50 anos, aparentemente como consequência do efeito estufa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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