Ambiente na rota da Infraero

Em: 6 de fevereiro de 2008

Ocupada com a administração das aerovias e aeroportos brasileiros, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) divulgou no fim do ano passado seu relatório ambiental referente ao período de 2006/2007. Em edição bilíngue português/inglês, o documento é impresso em papel reciclado e faz um balanço das iniciativas ambientais da organização que gerencia os aeroportos brasileiros.
São 16 os projetos ambientais da Infraero listados no relatório e consumiram no período de 2006 o valor de R$ 13,382 milhões em sua implementação.
Os dispêndios direcionados para atividade de redução de impactos ambientais causados pela operação da empresa têm se expandido desde 2001, quando os gastos alcançaram R$ 7,21 milhões. Em 2003 estes investimentos atingiram a cifra de R$ 9,79 milhões, porém caíram para R$ 8,68 milhões em 2004 e voltaram a subir em 2005, quando a Infraero aplicou R$ 11,01 milhões. Estas iniciativas vão desde atividades básicas ligadas às operações da empresa aeroportuária, como o licenciamento ambiental dos aeroportos por ela operados, mas também se estendem ao gerenciamento de resíduos sólidos, uso racional de recursos hídricos, conservação de solos, controle de ruído aeronáutico e da fauna, sem deixar de lado a eficiência no uso da energia e combustíveis, além da redução de emissões.
De acordo com a Infraero, transitam anualmente pelos 68 (o site da entidade diz que são 67) aeroportos por ela administrados cerca de 330 milhões de pessoas, destes 102 milhões são passageiros a bordo de aeronaves que somaram 1,9 milhão de pousos e decolagens, incluídos aí os ­aviões cargueiros.
Além dos aeroportos, a Infraero é responsável por 81 estações de apoio à navegação aérea e 32 terminais de cargas no país. No exercício de 2006 foram investidos R$ 1 bilhão em novas instalações, ampliação de dependências, além de licenças ambientais dos aeroportos.

Mudança de rumo

O planejamento da Infraero referente aos resíduos sólidos teve uma reviravolta com o surgimento da gripe aviária em tempos recentes. Estava prevista a desativação dos incineradores mantidos nos diversos aeroportos do país, dada a obsolescência de sua tecnologia. No entanto, a possibilidade de a contaminação pela doença detectada na Ásia chegar ao Brasil e a mobilização das instituições governamentais e não-governamentais no sentido de tomar precauções para evitar este tipo de ocorrência, levou a Infraero a buscar a renovação dos incineradores, adotando equipamentos modernos, em sintonia com a legislação ambiental, visando a redução de emissões de gases assim como a alta confiabilidade para obter a destruição dos vetores de males como a gripe aviária, a doença da vaca louca, a febre aftosa e o besouro da China.

Cai consumo em 9,96% de água

Os cuidados com a gestão para o uso racional dos recursos hídricos por parte da Infraero têm levado à redução no consumo da água em suas instalações. O uso de água, que em 2002 era de 4.476 metros cúbicos, passou para 4.030 metros cúbicos em 2006. Apesar de a empresa dizer em seu relatório que a redução neste período teria sido de 6%, os números acima deixam entrever uma queda de quase 10% na utilização do líquido, contra um aumento de 30% no fluxo de passageiros nas instalações aeroportuárias, declarado no relatório.
Ao contrário dos recursos hídricos, a utilização de energia elétrica tem aumentado desde 2002 quando o consumo era de 368 milhões de kWh, passando para 429 kWh em 2006, em que pese a menção, no capítulo do relatório voltado para o programa de eficientização (sic) da energia. Neste segmento das atividades, a Infraero tem se voltado para a adoção de tecnologias mais eficientes no aproveitamento da energia elétrica com reflexos positivos para o meio ambiente. Assim, a renovação de itens de iluminação de pistas e as novas instalações em andamento prevêem usar lâmpadas do tipo LED (light emmiting diode) de baixo consumo e vida útil maior.
O planejamento ambiental da empresa tem por obje

Eustáquio Libório

Jornalista
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