América Latina consolida ritmo de recuperação econômica, segundo pesquisa da FGV

Em: 22 de fevereiro de 2010
Mesmo com o “avanço expressivo’’ pelo 2° trimestre cseguido, o índice, no entanto, “mostra que a economia da região ainda não retornou à situação anterior à crise financeira internacional’’, diz a pesquisa
Mesmo com o “avanço expressivo’’ pelo 2° trimestre cseguido, o índice, no entanto, “mostra que a economia da região ainda não retornou à situação anterior à crise financeira internacional’’, diz a pesquisa

A tendência de recuperação econômica da América Latina se consolidou entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, segundo pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria com o instituto alemão Ifo e divulgada ontem. O ICE (Índice de Clima Econômico) da região subiu de 5,2 para 5,6 pontos no período.

Segundo a pesquisa, a evolução reflete principalmente a melhora das avaliações sobre a situação presente da economia. O ISA (Índice da Situação Atual) subiu de 3,3 para 4 pontos (numa escala de 1 a 9 pontos).
Mesmo com o “avanço expressivo’’ pelo segundo trimestre consecutivo, o índice, no entanto, “mostra que a economia da região ainda não retornou à situação anterior à crise financeira internacional’’, diz a pesquisa. Em julho de 2008, o ISA estava em 5,7 pontos.

O IE (Índice de Expectativas), por sua vez, passou de 7 para 7,1 pontos, “sinalizando otimismo dos especialistas com as economias da região durante o primeiro semestre de 2010’’, diz a pesquisa.

América Latina

Dos 11 países acompanhados sistematicamente na América Latina, cinco estão na fase de expansão econômica (Argentina, Brasil, Chile, Peru e Uruguai). Destes, Brasil, Peru e Uruguai já estavam nessa situação no boletim anterior.
Bolívia, Colômbia, México, Paraguai e Equador estão na fase de recuperação, com destaque para este último, que ainda estava na zona de recessão em outubro passado. Segundo a pesquisa, a Venezuela é o único país ainda em recessão na região, com ISA de 1,6 pontos e IE de 4,4 pontos.

Em janeiro, o maior ICE da região foi o do Brasil, de 7,8 pontos. Outros destaques são o Chile (7,4 pontos), Peru (7,3) e Uruguai (7). Os menores ICEs são os de Bolívia, México (ambos com 4,4 pontos) e Venezuela (3 pontos). As avaliações sobre a situação atual são melhores no Brasil único país com ISA superior a 7 pontos (7,7). A seguir, aparecem Uruguai e Chile, com 6,3 e 6,1 pontos, respectivamente.
As expectativas em relação aos próximos seis meses são favoráveis em dez dos 11 países, com destaque para os quatro países com IE superior a 8 pontos em janeiro: Peru (8,8 pontos), Chile (8,6), Paraguai (8,3) e Colômbia (8,2). A Venezuela, com 4,4 pontos, é o único país com IE inferior a 5 pontos (nível de corte entre expectativas otimistas e pessimistas). Embora pessimistas, as expectativas para o país estão no maior nível desde abril de 2007 (à época em 4,5 pontos).

Economia global

Na avaliação da FGV e do Ifo, a recuperação da América Latina acompanha a da economia mundial: o ICE Mundial passou de 5,1 para 5,5 pontos entre outubro e janeiro. “No plano mundial, portanto, a avaliação sobre a situação presente é menos favorável que na América Latina, por influência da lenta evolução nos EUA (2,5 pontos), Europa Ocidental (2,6 pontos) e Japão (1,7 ponto)’’, diz o documento.
Os mercados emergentes, principalmente os asiáticos, exercem influência positiva: o ISA da Índia ficou em 6,3 pontos; o da Coreia do Sul em 5,9 pontos; e o da China, em 5,2 pontos.

O otimismo em relação aos meses seguintes também é positivo: de nove regiões acompanhadas de forma desagregada pelo Instituto Ifo no mundo, apenas na África, o IE (5,9 pontos) é inferior a 6 pontos. Os maiores IE regionais foram os registrados na América do Norte (7,9 pontos) e Ásia (7,6).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar