American Express vira banco comercial com aprovação do FED

Em: 11 de novembro de 2008
Com isso, a empresa poderá se beneficiar dos programas de financiamento de baixo custo da autoridade monetária
Com isso, a empresa poderá se beneficiar dos programas de financiamento de baixo custo da autoridade monetária

Com isso, a empresa poderá se beneficiar dos programas de financiamento de baixo custo da autoridade monetária. Em comunicado, o FED aceitou o pedido da American Express depois que, em setembro, os bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley fizeram o mesmo.
Ao tomar essa medida, os dois bancos de investimento adquiriram a capacidade de tomar emprestado o dinheiro da autoridade monetária, e, além disso, construir uma carteira de depósitos de clientes, com a idéia de equilibrar seus balanços, terrivelmente afetados pela crise financeira.
A American Express seguiu os mesmos passos, depois que em outubro reportou uma queda em seu lucro trimestral de 24% devido ao menor uso dos cartões e às maiores dificuldades de seus clientes para devolver o crédito. Essa situação fez com que a empresa enfrentasse dificuldades para colocar sua dívida no mercado, e, portanto, para obter financiamento.
“Dada a volatilidade contínua nos mercados financeiros, queremos estar mais bem posicionados para tirar vantagem dos diversos programas que o governo federal introduziu ou pode introduzir para dar apoio às instituições financeiras americanas”, disse o presidente e executivo-chefe da AmEx, Kenneth Chenault, em um comunicado.
O FED, por sua vez, informou em um comunicado que, “à luz das circunstâncias exigentes e pouco comuns que afetam os mercados financeiros, e todos os outros fatores e circunstâncias, a diretoria do FED determinou que existem condições de emergência que justifiquem uma ação rápida”.

EUA teme por recessão prolongada

A preocupação nos mercados mundiais de uma recessão global -e, em nível mais local, o temor de uma recessão prolongada nos EUA elevou as incertezas sobre a situação financeira da AmEx, embora suas duas divisões bancárias já contassem com acesso ao instrumento do Fed chamado “discount window” (programa de emergência para bancos comerciais e outras instituições depositárias), segundo o diário americano “The Wall Street Journal” (“WSJ”).
A preocupação nos mercados mundiais de uma recessão global –e, em nível mais local, o temor de uma recessão prolongada nos EUA elevou as incertezas sobre a situação financeira da AmEx, embora suas duas divisões bancárias já contassem com acesso ao instrumento do Fed chamado “discount window” (programa de emergência para bancos comerciais e outras instituições depositárias), segundo o diário americano “The Wall Street Journal” (“WSJ”). “Todos agora querem ser banco porque todos querem acesso aos fundos do governo”, disse o analista Craig Maurer, da Calyon Securities (ligada ao Credit Agricole), ao “WSJ”.
Ao tomar essa medida, os dois bancos de investimento adquiriram a capacidade de tomar emprestado o dinheiro do Fed, e, além disso, construir uma carteira de depósitos de clientes, com a idéia de equilibrar seus balanços, afetados pela crise financeira. A American Express segue, assim, os mesmos passos dos bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley em setembro. Os dois bancos obtiveram a autorização depois de uma consulta do FED ao Departamento de Justiça, para a supressão do período de espera. Com a mudança, as duas instituições podem criar bancos comerciais, que poderão tomar depósitos, amparando os recursos de ambas instituições, e terem o mesmo acesso que outros bancos comerciais aos planos de empréstimo da emergência do FED.
Chenault disse que a conversão da operadora de cartões de crédito em um banco não trará mudanças fundamentais no “foco no setor de pagamentos”, o que seria um sinal de que a AmEx não está interessada em adquirir algum grande banco comercial, segundo o “WSJ”.

Citigroup ajudará mutuários

O Citigroup divulgou na terça-feira medidas para ajudar mutuários nos Estados Unidos endividados com a compra da casa própria a fim de que possam se manter em dia com o pagamento de suas hipotecas e evitar o despejo.
O gigante bancário americano anunciou “uma série de iniciativas elaboradas para ajudar os compradores potencialmente em perigo de insolvência a se manter em dia com suas hipotecas e, conseqüentemente, continuar em suas casas”.
O Citi irá reavaliar a situação de 500 mil proprietários nos próximos seis meses que estão em risco de ficar atrasados com o pagamento de seus empréstimos. O banco vai renegociar prazos de pagamento dessas hipotecas, que acumulam um valor em torno de US$ 20 bilhões.
Mais de quatro milhões de americanos estavam com ao menos um pagamento de hipoteca em atraso, segundo dados da MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês) referentes a junho. Segundo o banco, 500 mil clientes já estariam nas primeiras fases do processo de execução da hipoteca -e do conseqüente despejo.
O Citi informou na segunda-feira que não iria concluir o processo ou mesmo dar início ao processo de despejo se o imóvel hipotecado for a residência principal do mutuário, se ele se dispuser a trabalhar com o Citi para renegociar a dívida e seu salário for suficiente para efetuar pagamentos ao banco.
Uma equipe de 600 corretores de imóveis deve auxiliar os mutuários que serão auxiliados pela iniciativa do banco a ajustar as taxas de juros de seus empréstimos ou a aumentar o prazo do financiamento. Dos quatro dos principais bancos americanos -Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo-, o Citi é o que está mais comprometido devido aos abalos da crise das hipotecas de risco no país.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar