Com isso, a empresa poderá se beneficiar dos programas de financiamento de baixo custo da autoridade monetária. Em comunicado, o FED aceitou o pedido da American Express depois que, em setembro, os bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley fizeram o mesmo.
Ao tomar essa medida, os dois bancos de investimento adquiriram a capacidade de tomar emprestado o dinheiro da autoridade monetária, e, além disso, construir uma carteira de depósitos de clientes, com a idéia de equilibrar seus balanços, terrivelmente afetados pela crise financeira.
A American Express seguiu os mesmos passos, depois que em outubro reportou uma queda em seu lucro trimestral de 24% devido ao menor uso dos cartões e às maiores dificuldades de seus clientes para devolver o crédito. Essa situação fez com que a empresa enfrentasse dificuldades para colocar sua dívida no mercado, e, portanto, para obter financiamento.
“Dada a volatilidade contínua nos mercados financeiros, queremos estar mais bem posicionados para tirar vantagem dos diversos programas que o governo federal introduziu ou pode introduzir para dar apoio às instituições financeiras americanas”, disse o presidente e executivo-chefe da AmEx, Kenneth Chenault, em um comunicado.
O FED, por sua vez, informou em um comunicado que, “à luz das circunstâncias exigentes e pouco comuns que afetam os mercados financeiros, e todos os outros fatores e circunstâncias, a diretoria do FED determinou que existem condições de emergência que justifiquem uma ação rápida”.
EUA teme por recessão prolongada
A preocupação nos mercados mundiais de uma recessão global -e, em nível mais local, o temor de uma recessão prolongada nos EUA elevou as incertezas sobre a situação financeira da AmEx, embora suas duas divisões bancárias já contassem com acesso ao instrumento do Fed chamado “discount window” (programa de emergência para bancos comerciais e outras instituições depositárias), segundo o diário americano “The Wall Street Journal” (“WSJ”).
A preocupação nos mercados mundiais de uma recessão global –e, em nível mais local, o temor de uma recessão prolongada nos EUA elevou as incertezas sobre a situação financeira da AmEx, embora suas duas divisões bancárias já contassem com acesso ao instrumento do Fed chamado “discount window” (programa de emergência para bancos comerciais e outras instituições depositárias), segundo o diário americano “The Wall Street Journal” (“WSJ”). “Todos agora querem ser banco porque todos querem acesso aos fundos do governo”, disse o analista Craig Maurer, da Calyon Securities (ligada ao Credit Agricole), ao “WSJ”.
Ao tomar essa medida, os dois bancos de investimento adquiriram a capacidade de tomar emprestado o dinheiro do Fed, e, além disso, construir uma carteira de depósitos de clientes, com a idéia de equilibrar seus balanços, afetados pela crise financeira. A American Express segue, assim, os mesmos passos dos bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley em setembro. Os dois bancos obtiveram a autorização depois de uma consulta do FED ao Departamento de Justiça, para a supressão do período de espera. Com a mudança, as duas instituições podem criar bancos comerciais, que poderão tomar depósitos, amparando os recursos de ambas instituições, e terem o mesmo acesso que outros bancos comerciais aos planos de empréstimo da emergência do FED.
Chenault disse que a conversão da operadora de cartões de crédito em um banco não trará mudanças fundamentais no “foco no setor de pagamentos”, o que seria um sinal de que a AmEx não está interessada em adquirir algum grande banco comercial, segundo o “WSJ”.
Citigroup ajudará mutuários
O Citigroup divulgou na terça-feira medidas para ajudar mutuários nos Estados Unidos endividados com a compra da casa própria a fim de que possam se manter em dia com o pagamento de suas hipotecas e evitar o despejo.
O gigante bancário americano anunciou “uma série de iniciativas elaboradas para ajudar os compradores potencialmente em perigo de insolvência a se manter em dia com suas hipotecas e, conseqüentemente, continuar em suas casas”.
O Citi irá reavaliar a situação de 500 mil proprietários nos próximos seis meses que estão em risco de ficar atrasados com o pagamento de seus empréstimos. O banco vai renegociar prazos de pagamento dessas hipotecas, que acumulam um valor em torno de US$ 20 bilhões.
Mais de quatro milhões de americanos estavam com ao menos um pagamento de hipoteca em atraso, segundo dados da MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês) referentes a junho. Segundo o banco, 500 mil clientes já estariam nas primeiras fases do processo de execução da hipoteca -e do conseqüente despejo.
O Citi informou na segunda-feira que não iria concluir o processo ou mesmo dar início ao processo de despejo se o imóvel hipotecado for a residência principal do mutuário, se ele se dispuser a trabalhar com o Citi para renegociar a dívida e seu salário for suficiente para efetuar pagamentos ao banco.
Uma equipe de 600 corretores de imóveis deve auxiliar os mutuários que serão auxiliados pela iniciativa do banco a ajustar as taxas de juros de seus empréstimos ou a aumentar o prazo do financiamento. Dos quatro dos principais bancos americanos -Citigroup, JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo-, o Citi é o que está mais comprometido devido aos abalos da crise das hipotecas de risco no país.






