Ampliação do Minha Casa Minha Vida traz expectativas positivas para mercado imobiliário do Amazonas

Em: 12 de novembro de 2023

A possibilidade de ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida colocado em pauta pelo governo federal traz expectativa e anima o mercado imobiliário no Amazonas. O Faixa 4 pretende incluir famílias com renda mensal de até R$ 12 mil no programa habitacional. A inclusão do público de classe média é uma demanda bastante aguardada pelo segmento. 

Hélio Alexandre,  vice-presidente da Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), afirmou que há uma reivindicação de toda a classe do segmento imobiliário, mas é uma reivindicação extremamente justa, porque essa renda de R$ 12 mil reais,  ficou deslocada do projeto, do programa  habitação do governo.

“E é uma renda familiar de R$ 12 mil reais, direcionadas a pessoas que  precisam e querem comprar, mas elas também não conseguem, porque os juros que vão buscar nos bancos privados são muito altos, então ela vai ser encaixada dentro do programa Minha Casa Minha Vida. Com as benéficas positivas do dinheiro do FGTS, que é feito para isso, para financiar habitação e saneamento e agora essa renda de R$ 12 mil reais será atingida no Brasil inteiro”, comentou. 

Para Hélio, é um grande passo em relação ao acesso dessa faixa de renda em Manaus, pois a capital  já tem produtos que precisam ir em conformidade com essa renda. “Vou dar um exemplo:  Na Ponta Negra tem alguns produtos que já estão lançados próximo deste valor de R$ 450 mil que eu acho que vai ser o teto, R$ 420 a R$ 430 mil. No Parque Mosaico já tem produtos que foram lançados há um mês e tem que ser atendido pelo Minha Casa Minha Vida faixa 4 e outros produtos mais que serão lançados, então é uma faixa que vem suprir uma necessidade da população”, citou. 

O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa de habitação popular já executado no Brasil. Gerido pelo Ministério das Cidades, foi criado em 2009, e já entregou mais de 6 milhões de unidades habitacionais. Até 2026, a meta é contratar mais 2 milhões de moradias pelo programa.
 

No primeiro semestre de 2023, até o dia 3 de julho, o Minha Casa, Minha Vida entregou 10.094 unidades habitacionais em 14 estados. As residências entregues somam um investimento total de R$ 1,17 bilhão. Nos próximos seis meses, a previsão é de entrega de mais oito mil unidades habitacionais e a retomada de 21,6 mil obras.
 

Conforme o vice-presidente da Ademi-AM, o programa Minha Casa Minha Vida vai atingir, na plenitude dele, todas as Faixas. “Então eu tenho certeza que, mediante todo esse programa, o Brasil vai ter quase todas as faixas sendo atendidas. E se der certo, tenho certeza que o governo federal vai lançar outra faixa se as pessoas tiverem necessidade”, salientou.

A ampliação do Faixa 4 do MCMV foi reforçado pelo presidente Lula no podcast do seu programa semanal “Conversa com o Presidente” na quarta-feira (8) junto com o ministro das Cidades, Jader Filho. 

Números

As taxas de juros do financiamento do imóvel pelo programa foram reduzidas para a Faixa 1. É a menor taxa da história do FGTS.
 

Para as famílias cotistas com renda de até R$ 2 mil mensais a taxa passou de 4,25% para 4% ao ano, para quem vive nas regiões Norte e Nordeste. Para quem vive nas demais regiões do país, a taxa passou de 4,50% para 4,25%.
 

Os Juros do Faixa 2 e 3 do MCMV, que chegam no máximo a 8,16% ao ano, são os mais baixos do mercado.

Além das melhores taxas de juros do mercado, as famílias que acessam o financiamento habitacional MCMV com recursos FGTS tem acesso a um maior desconto oferecido no valor da entrada para aquisição do imóvel. Exemplo, antes, restrito a R$ 47,5 mil na Faixa 1, o subsídio concedido pelo Fundo poderá chegar agora a R$ 55 mil. Esse limite não era revisto desde 2017 e permite reduzir a entrada exigida na compra financiada do imóvel, tornando a casa própria uma realidade acessível para a população de baixa renda. O financiamento pelo MCMV permite aquisição de imóveis novos ou usados permitindo a reinserção no mercado dos cerca de 11 mil domicílios vagos apontados pelo último Censo Demográfico do IBGE.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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