Analistas elevam projeção do IPCA para 4,41%

Em: 3 de março de 2008
Os analistas do mercado financeiro reajustaram as previsões de inflação para este ano e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou mais próximo ao centro da meta.
Os analistas do mercado financeiro reajustaram as previsões de inflação para este ano e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou mais próximo ao centro da meta.

Os analistas do mercado financeiro reajustaram as previsões de inflação para este ano e o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou mais próximo ao centro da meta. Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, foi feito um ajuste para cima nas projeções em relação a alguns índices de preços, incluindo o que mede a inflação oficial do governo.
A projeção do IPCA de 2008 passou de 4,40% para 4,41%, a segunda elevação consecutiva. A meta de inflação para esse ano é de 4,5%, com margem de tolerância dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Para o ano que vem, a projeção foi elevada de 4,22% para 4,30%.
A previsão para o IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna) subiu de 5,17% para 5,19%. Já o do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) foi reduzido de 5,24% para 5,22% Para 2009, as projeções dos dois índices estão em, respectivamente, 4,25% e 4,41%. Em relação aos juros, os analistas mantiveram a previsão de que a Selic irá terminar o ano em 11,25% ao ano, mesmo valor de hoje. Para 2009, a aposta é que a Selic chegue a 10,50%, ante 10,38% da previsão anterior. Os analistas esperam ainda que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha uma expansão de 4,50% neste ano e que a produção industrial cresça 5%, mesmas projeções do levantamento anterior. A projeção do PIB para o ano que vem foi reduzida de 4,06% para 4,03%.
Para 2008, a expectativa é que US$ 29 bilhões em investimentos estrangeiros entrem no país, contra os US$ 29,50 bilhões esperados anteriormente.
A expectativa para a balança comercial é que ela termine o ano com o saldo positivo em US$ 30 bilhões. Já o dólar, segundos os analistas, deve chegar a dezembro cotado a R$ 1,79, ante R$ 1,80 do levantamento anterior.

Mercado espera manutenção da taxa Selic em 11,25%

Os participantes do mercado financeiro não esperam decisão diferente de manutenção da taxa básica de juros, hoje em 11,25% ao ano, na reunião desta semana do Copom (Comitê de Política Monetária). Os analistas apostam ainda que o Comitê deve divulgar usar termos “duros” em sua comunicação com o mercado, para mostrar que está atento à inflação.
Pelo menos dois fatores principais fatores concorrem para embasar a possível decisão do Comitê, na visão de economistas: primeiro, as projeções de inflação para 2008 continuam muito próximas da meta deste ano (4,5% ao ano); segundo, a economia mostra alguns sinais de aquecimento (emprego em alta, forte busca por empréstimos, indústrias que utilizam boa parte da capacidade produtiva).
Para os analistas, a conclusão é clara: não há folga para reduzir os juros. Os mais “otimistas” ainda consideram a possibilidade do Comitê reduzir os juros neste ano, mas somente a partir de junho. A apreciação do real frente ao dólar deve fazer efeito sobre os indicadores de preço provavelmente no segundo semestre. Por outro lado, uma alta “preventiva” também está descartada: a economia brasileira está entre as menos afetadas pelas turbulências do mercado americano, afirma Walter Machado, presidente do Ibef-SP (Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de SP).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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