Anunciada nova descoberta de potássio

Em: 10 de setembro de 2010
A exploração do potássio no Amazonas já é uma realidade, afirmou o deputado Sinésio Campos (PT), ao falar do anúncio da Potássio do Brasil sobre a descoberta do minério na bacia amazônica
A exploração do potássio no Amazonas já é uma realidade, afirmou o deputado Sinésio Campos (PT), ao falar do anúncio da Potássio do Brasil sobre a descoberta do minério na bacia amazônica

A exploração do potássio no Amazonas já é uma realidade, afirmou o deputado Sinésio Campos (PT), ao falar do anúncio da Potássio do Brasil sobre a descoberta do minério na bacia amazônica. De acordo com a empresa, o Projeto de Pesquisa na Bacia do Amazonas está localizado nas proximidades das jazidas de Fazendinha e Arari da Petrobras, próximo de Nova Olinda do Norte e Autazes.
A exploração do potássio na Bacia do Amazonas começou em 2007, quando Hélio Diniz, diretor executivo de operações no Brasil, estabeleceu uma equipe técnica de alto nível baseada em Belo Horizonte (MG), segundo informação da empresa brasileira privada, com sede na capital mineira.
Hélio Diniz, no site da Potassio do Brasil (www.potassiodobrasil.com.br), explica que “a camada rica em potássio no nosso furo PB-AT-10-02, está localizada significamente mais próximo à superfície (cerca de 260 metros mais rasa) do que a profundidade média da jazida de Fazendinha, que é 1.100 metros de profundidade”.
E acrescenta: “Os dados geofísicos disponíveis nos permitem acreditar na possibilidade real de que uma jazida de grande porte possa estar presente naquela área. Ressaltamos também que a Potássio do Brasil é a primeira empresa a efetivamente investir em pesquisa de potássio na Bacia do Amazonas e executar sondagens especificamente para potássio, desde 1987, quando a Petromisa (Petrobras Mineração) concluiu as sondagens nas jazidas de Fazendinha e Arari naquela região”.
Para Sinésio Campos, o que até aqui era um sonho, “está se concretizando”. “Hoje, o Brasil importa, do Canadá, da Rússia e da Bielo-Rússia, 90% do potássio de que precisa. Essa é uma grande oportunidade para o setor agropecuário do Brasil e do Amazonas, que atualmente compra a maior parte de adubos e fertilizantes”, afirmou.
A exploração de potássio no Amazonas é uma das bandeiras defendidas por Sinésio, inclusive em fóruns internacionais, conforme lembrou. “Se não desse certo, eu seria um vendedor de ilusões”, afirmou.

Cem anos pode durar exploração

Nas palavras de Sinésio, essa notícia “é uma agenda positiva” para o Amazonas. É a possibilidade de se instalar indústria de fertilizante, incorporado ao Polo Industrial de Manaus, com a consequente criação de novos empregos. O Brasil pode se tornar auto-suficiente na produção de adubos, a partir do Amazonas.
Além do potássio, outros minerais, como o ouro, podem ser explorados e o Estado também pode ter a sua indústria cloroquímica e de fármacos, porque o potássio é utilizado nos medicamentos. “São as indústrias que vão utilizar nossas matérias-primas, que são os nossos minerais”, diz ele, estimando que cerca de 30 mil empregos podem ser criados com a indústria de fertilizante.
Na semana passada, Sinésio passou por Nova Olinda do Norte, onde, na década de 1950, Juscelino Kubstchek e Café Filho estiveram. Na opinião de Sinésio, a exploração do potássio no Amazonas “é tão importante quanto a descoberta do pré-sal”. A duração prevista de exploração é de cem anos. “Ou seja: de duas a três Zona Franca de Manaus. E tudo sem a necessidade de devastar as nossas florestas”, garantiu Sinésio.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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