Os telefones celulares tiveram deflação de 12,33% no atacado em 2011, a mais forte em quatro anos, segundo levantamento da FGV (Fundação Getulio Vargas). Foi a quarta queda anual consecutiva, favorecida por maior agilidade de lançamentos, que eleva oferta e derruba preços.
No varejo, os preços dos celulares caíram 8,51% no ano passado, o mais forte recuo desde 2009 (-12,69%). O fenômeno de aparelhos mais baratos só tende a crescer nos próximos anos, impulsionado por investimentos em novos smartphones, que devem representar mais de 50% do mercado brasileiro em 2015.
A intensidade da queda no ano passado foi tão grande que o celular foi, pela primeira vez na história da FGV, uma das cinco principais quedas anuais do setor atacadista medido pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), de acordo com o coordenador de Análises Econômicas da fundação, Salomão Quadros.
Quadros explicou que o barateamento de celulares é similar ao que ocorreu com eletroeletrônicos, como televisores e laptops, que também mostraram quedas sucessivas de preços, favorecidos pela enxurrada de novidades no mercado. Mas nos celulares, a velocidade de lançamentos é maior. “Isso veio para ficar. Em um horizonte de longo prazo, os aparelhos mostram tendência irreversível de redução de preço”, afirmou.
Os lançamentos das fabricantes não ficam restritos aos celulares mais caros, lembrou o analista da consultoria IDC, Bruno Freitas. “Hoje, a quantidade de modelos mais baratos é muito maior”, afirmou. Para o especialista do IDC, a crise global de 2008 obrigou as grandes fabricantes a olhar novos nichos de mercado em emergentes, visto que a turbulência internacional derrubou consumo nos países desenvolvidos. A ascensão da classe C e o contínuo crescimento da renda do brasileiro foram notadas pelas marcas, que direcionaram suas pesquisas para aparelhos voltados especificamente às necessidades destes novos consumidores. “O Brasil virou alvo dos fabricantes. Não é a toa que terminamos o ano passado com 240 milhões de linhas móveis ativas”, afirmou.
Aparelhos celulares registram deflação de 12,33%
Em: 21 de janeiro de 2012
Segundo a FGV foi a quarta queda anual consecutiva, favorecida por lançamentos
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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