A Apple foi a empresa que teve o maior crescimento do valor de marca de 2010 a 2011, de acordo com o ranking Melhores Marcas Globais deste ano, da consultoria Interbrand, divulgado ontem. O salto, de 58%, levou a companhia do 17º lugar obtido em 2010 para a 8ª posição, valendo US$ 33.5 bilhões.
Essa é a primeira vez que a empresa -que fabrica o iPad e o iPhone, entre outros produtos- fica entre as dez mais bem avaliadas. Além disso, entre as dez primeiras, foi a única que teve melhora de colocação neste ano.
No topo da lista aparecem Coca-Cola, IBM e Microsoft. A Coca, aliás, é líder desde o início do acompanhamento, em 2000. A Microsoft ficou em segundo lugar de 2000 a 2008, quando perdeu a posição para a IBM -que, até então, era sempre a terceira colocada. O levantamento destaca as 100 marcas mais valiosas do mundo. Das dez primeiras, sete são do setor de tecnologia.
“A marca Apple é a estrela da vez em razão do iPad”, diz Alejandro Pinedo, diretor-geral da Interbrand do Brasil.
As quatro empresas que mais subiram foram Apple, Amazon.com (32% de aumento no valor, em 26º lugar), Google (27%, em 4º) e Samsung (20%, em 17º lugar).
Já no grupo das 15 primeiras, a Nokia, também de eletrônicos, despencou do 8º lugar, em 2010, para o 15º, em 2011, com perda de 15% do valor da marca.
“A Nokia perdeu o bonde dos smartphones e isso vem gerando impacto sobre a receita da empresa e, consequentemente, sobre a marca”, afirma Pinedo.
“Mas não duvido da capacidade de recuperação da Nokia, considerando que ela faz parte de um setor muito dinâmico. Essa recuperação, no entanto, passa necessariamente pelo lançamento de algum produto inovador”, diz o diretor-geral da Interbrand do Brasil.
Marcas brasileiras
Desde que o ranking global de valores de marcas da Interbrand começou a ser feito, em 2000, nunca uma empresa brasileira entrou na lista.
A falta de empresas brasileiras no ranking, de acordo com Alejandro Pinedo, diretor-geral da Interbrand do Brasil, não ocorre porque as marcas nacionais tenham baixo valor -Itaú, por exemplo, é a primeira do ranking brasileiro, valendo R$ 24,3 bilhões.
“A questão é que as marcas domésticas ainda não são consideradas globais”, diz o executivo.
De acordo com Pinedo, são tidas como globais pela Interbrand empresas com mais de um terço do faturamento vindo de fora do país de origem, que estejam presentes nos cinco continentes e cujas marcas sejam reconhecidas fora do seu ambiente de negócios.
“Creio que seja apenas questão de tempo para que as empresas brasileiras cheguem a essa situação”, afirma Pinedo.
No levantamento brasileiro, divulgado em junho, a Interbrand listou as 25 marcas mais valiosas do país neste ano.
Além de Itaú, aparecem com destaque Bradesco e Banco do Brasil (setor financeiro), Petrobras (petróleo e gás) e Skol (bebidas).
As cinco primeiras marcas desse ranking repetem as mesmas colocações do ano anterior.






