A ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores) apresentou em coletiva à imprensa o desempenho do setor no primeiro semestre deste ano, na abertura dos trabalhos da 28ª Convenção Anual do Atacadista Distribuidor e Sweet Brazil International, que acontece de 11 a 14 de agosto, no Expotrade Convention Center, em Curitiba.
O Atacado Distribuidor sofreu forte impacto da inflação dos alimentos e apresentou crescimento real de 3,48% no período, na comparação com o mesmo período de 2007.
Em maio, o acumulado do índice de desempenho do atacado distribuidor era de 5,20%. O desempenho negativo de 5,06% do mês de junho, em relação ao mês de maio deste ano, contribuiu para a desaceleração. Na comparação com junho do ano passado, a variação foi negativa em 4,76%.
Alta generalizada
De acordo com Geraldo Eduardo da Silva Caixeta, presidente da ABAD, a alta generalizada no preço dos alimentos e demais itens da cesta básica, foi a grande responsável pelo resultado alcançado pelo setor atacadista distribuidor no primeiro semestre do ano. “A inflação foi significativa e atinge, principalmente, as classes de renda mais baixa, – onde se concentra a maioria dos clientes do pequeno e médio varejo. Essa parte da população deixou de comprar uma variedade de outros itens considerados supérfluos, direcionando seus gastos no suprimento de suas necessidades mais próximas” comenta.
Números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que a inflação acumulada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor) de 3,64% no primeiro semestre foi a maior dos últimos cinco anos. “No entanto, os produtos considerados da cesta básica tiveram alta de preços em média superiores a 50% nos últimos doze meses em todo o Brasil. Essa disparada dos preços dos alimentos causou impacto bem superior no conjunto de itens de consumo, principalmente nas camadas situadas nas classes B, C, D e E”, explica o presidente.
O resultado registrado no primeiro semestre do ano fez com que a Abad revisasse para baixo as projeções de crescimento real para o ano de 2008.
O consumo deve melhorar com a estabilização do preço dos alimentos como o feijão, arroz, soja e derivados do trigo e impactará positivamente no crescimento anual do setor, mas ainda abaixo dos 8% inicialmente projetados.
“Devemos registrar um incremento de até 6%, pois os preços ainda continuarão mais altos do que no ano passado, mas haverá uma acomodação em um patamar aceitável e com a melhora da renda a tendência é que o consumo aumente”, acredita Caixeta.







