Argentina retira medidas contra importação de resina do Brasil

Em: 22 de maio de 2009
A Argentina retirou as medidas alfandegárias “antidumping” que pesavam sobre a importação de uma resina plástica a partir do Brasil, segundo uma resolução publicada pelo “Diário Oficial” argentino
A Argentina retirou as medidas alfandegárias “antidumping” que pesavam sobre a importação de uma resina plástica a partir do Brasil, segundo uma resolução publicada pelo “Diário Oficial” argentino

A Argentina retirou as medidas alfandegárias “antidumping” que pesavam sobre a importação de uma resina plástica a partir do Brasil, segundo uma resolução publicada pelo “Diário Oficial” argentino.
O “dumping” consiste em vender produtos por um preço teoricamente menor do que o custo de produção com o objetivo de conquistar mercado e enfraquecer a concorrência.Trata-se de uma prática condenada pela OMC (Organização Mundial de Comércio), e portanto passível de retaliação, como a que a Argentina tinha tomado neste caso.
A resolução do Ministério da Produção se baseou “na inexistência de dano” à produção nacional de PET (tereftalato de polietileno), uma resina utilizada para fabricar garrafas de bebidas e alimentos.
A medida “antidumping” afetava as empresas M&G Fibras e Resinas e M&G Polímeros Brasil, por causa de uma denúncia de comércio desleal apresentada pela firma Dak Americas Argentina.
Desde outubro do ano passado, a Argentina intensificou o controle das importações para proteger a indústria nacional e restringiu a entrada de alguns eletrodomésticos brasileiros e de têxteis e manufaturas da China e de outros países asiáticos.

Brasil teme mais barreiras comerciais

Preocupado com o aumento de restrições a produtos brasileiros –o último caso envolve a Tramontina–, o governo brasileiro acompanha de perto outros cinco processos “antidumping” em curso na Argentina que poderão atingir empresas do Brasil. Os processos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, estão na chamada fase de investigação, em que o país avalia se o setor ou a empresa praticam “dumping”. As investigações são nos setores de fios acrílicos (para a indústria têxtil), pneus de bicicleta, tecidos de poliéster, multiprocessadores (um artigo de linha branca) e aparelhos sanitários. Na maioria dos casos, a investigação começou no final do ano passado e, portanto, ainda deve levar mais um ano para o governo adotar as taxas maiores.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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