O Arpa (Programa Áreas Protegidas da Amazônia) encerra, no próximo mês de julho, a sua primeira fase de execução superando todas as metas estabelecidas para o período.
O programa possibilitou a criação de unidades de conservação de proteção integral em 13,2 milhões de hectares (61% acima da meta de 9 milhões de hectares) e de UCs (Unidades de Conservação) de uso sustentável em 10,8 milhões de hectares (20% acima da meta de 9 milhões de hectares); consolidou 8,5 milhões de hectares de áreas de proteção integral (a meta eram 7 milhões) e criou o FAP (Fundo de Áreas Protegidas), que já capitalizou US$ 25 milhões para apoiar unidades de conservação.
Este foi o quadro apresentado na última terça-feira pelo coordenador do Arpa, Anael Aymoré Jacob, ao comitê gestor do Programa, que esteve reunido até ontem, quarta-feira, em Brasília para aprovar o POA (Plano Operativo Anual) 2009 -que será executado a partir de agosto- e as prioridades da segunda fase do Programa, que também começam a ser executadas no segundo semestre.
O POA-2009 destina R$ 11,5 milhões para estudos e apoio a criação de novas unidades de conservação, consolidação das unidades já existentes e apoio a projetos comunitários em unidades de uso sustentável.
Este é o menor valor anual do POA desde a criação do Arpa. Segundo Anael Jacob, isso ocorre em função do período de transição e por estarem sendo aplicados recursos remanescentes da primeira fase.
O Arpa aplicou, na sua primeira fase, exclusivamente recursos de doadores nacionais e internacionais (KfW, GEF/Banco Mundial, WWF, governo da Itália, O Boticário e Natura), captados por meio do Funbio.
Outros investimentos
A segunda fase deve contar ainda com aportes de outras instituições financeiras internacionais, além de aportes de recursos de compensação ambiental e do Fundo Amazônia.
O Comitê Gestor do Arpa é composto, paritariamente, por representantes do Ministério do Meio Ambiente, dos governos dos Estados da Amazônia e da sociedade civil.







