Um projeto-sugestão para o monotrilho foi apresentado na última quinta-feira, 14, pelo arquiteto urbanista João Bosco Bader Chamma, tornando-se o principal foco da primeira reunião do ano da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes dos Lojistas de Manaus), que contou com a participação de representantes de associações comerciais e entidades e órgãos de relevância à sociedade. De acordo com o arquiteto seriam necessários entre US$ 20 milhões e US$ 24 milhões por quilômetro linear construído para o mesmo ser concluído. O sistema monotrilho do projeto de Bosco possui 29 estações espalhados pela cidade e três estações técnicas, com distância média de 1,4 quilômetro entre cada uma.
Cerca de 60 mil passageiros são comportados nos horários de pico nesse projeto de monotrilho que seguiria o padrão de algumas cidades dos Estados Unidos e Europa de tamanho médio. Segundo o arquiteto, o mais importante de toda a discussão é traçar o percurso do veículo que deveria ser feito não só por profissionais do ramo da engenharia, mas ainda filósofos e pensadores para escolher pontos importantes também ao turismo. Para ele, se o traçado de 41 quilômetros no total for feito de maneira errada, o monotrilho não atenderá certas necessidades futuras da cidade, além de representar um enorme trabalho, caso haja uma posterior intervenção no trajeto depois de construído. Bosco declarou também que o centro da cidade não pode ser afetado visualmente pelo monotrilho, por isso em alguns pontos dessa área o trajeto deverá ser subterrâneo.
Cidade Nova, Sambódromo, Millennium Shopping, Vieiralves, Porto Rio Negro, Centro, Jorge Teixeira, São José, Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e Distrito Industrial são locais contemplados pelo projeto com estações, além de terminais que terão ônibus fazendo a integração de passageiros. O alargamento de algumas avenidas seria necessário, como a Constantino Nery, segundo o arquiteto. Espaço para plantação de árvores embaixo dos trilhos também constituem a concepção do mesmo.
Outra ideia do profissional é a de criar Hiper PACs (Pronto Atendimento ao Cidadão) nos bairros periféricos, com serviços complementares aos já existentes, para que o cidadão não precise se deslocar até o Centro, diminuindo assim, um grande fluxo de pessoas. De acordo com o projeto apresentado, o usuário do transporte levará cerca de 30 minutos caminhando para chegar a uma estação, em qualquer ponto da cidade. Ao todo, seriam construídos aproximadamente 250 vagões, o equivalente a mais de 800 ônibus comuns.
Para o urbanista, um problema que deve ser resolvido é o fato do centro da cidade não funcionar à noite. Para ele, o centro não pode “dormir” cedo e deve oferecer atrações gastronônomicas e culturais para atrair não só o turista, mas também o munícipe em busca de diversão. Projetos de remanejamento de barcos e revitalização dos portos também são considerados extremamente importantes pelo arquiteto. O apresentado por João Bosco inclui a integração do monotrilho com os portos e necessita de um aporte de aproximadamente R$ 160 milhões. As autoridades presentes, incluindo o presidente da CDL-Manaus, Ezra Azury Benzion, elogiaram a proposta do arquiteto.
Novo horário
O presidente do Conselho Municipal de Gestão Estratégica, Francisco Plínio Valério, e outros membros do conselhon, como a reitora da Ufam, Márcia Perales, anunciou a ocasião a proposta de modificar o horário das lojas do Centro de Manaus, que ficariam abertas até às 19h. Valério ressaltou que é apenas uma sugestão do conselho, que deve ser discutida entre lojistas e trabalhadores.
Plínio Valério disse acreditar que, se oferecida iluminação, segurança e transporte, cabe aos lojistas resolverem escolher o melhor para o setor e categoria. O presidente Benzion declarou que o comércio só teria a ganhar, caso fosse aprovada tal mudança. Os industriários foram lembrados na proposta, pois, segundo Benzion, muitos preferem fazer compras nos shoppings por não conseguirem chegar a tempo de pegar o comércio do centro funcionando.







