Arthur, Melo e Gedeão no perigoso processo de partidarização da UFAM

Em: 5 de abril de 2013
Embora tentem minimizar a questão com declarações enfáticas à imprensa, a atual reitora Márcia Perales e o professor Sylvio Puga, que se enfrentaram no segundo turno das eleições para o principal cargo dirigente da UFAM
Embora tentem minimizar a questão com declarações enfáticas à imprensa, a atual reitora Márcia Perales e o professor Sylvio Puga, que se enfrentaram no segundo turno das eleições para o principal cargo dirigente da UFAM

Embora tentem minimizar a questão com declarações enfáticas à imprensa, a atual reitora Márcia Perales e o professor Sylvio Puga, que se enfrentaram no segundo turno das eleições para o principal cargo dirigente da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), não podem apagar da realidade do processo eleitoral universitário em 2013 a perigosa tentativa de partidarização das eleições, com o engajamento direto de lideranças políticas notórias do Estado, lideranças que, inclusive, poderão se digladiar na batalha de votos do próximo ano.
Notas empolgantes divulgadas em blogs, portais e colunas de jornais diários, além de registros veiculados em rádio e TV, destacaram os apoios, por exemplo, do vice-governador do Estado, José Melo (PMDB), e do prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), ao candidato Sylvio Puga, adversário de Márcia Perales na segunda etapa da disputa eleitoral. O apoio a Márcia ficou por conta do ex-secretário estadual de Educação, Gedeão Amorim (PMDB), vinculado ao senador Eduardo Braga (PMDB).
Se por um lado, nada demais haveria na participação desses agentes políticos na disputa de uma instituição centenária como a UFAM, por outro não seria mal o estabelecimento de critérios para isso. Prevenir não é pecado. O absurdo será, no futuro, transformar as eleições universitárias em processos partidários de primeira ordem, processos que, neste país de mensaleiros, sempre transgridem as regras de decência constitucional e humilham a sociedade com escândalos e espetáculos de ridícula anarquia. Por isso, é bom vigiar, para que ninguém perca o bom senso e o Trem da História não descarrile.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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