A escolha de Manaus como uma das 12 sub-sedes da Copa de 2014 repercutiu de forma positiva entre os deputados ontem, no plenário da Assembléia Legislativa. A preservação de 98% da floresta Amazônica atrelada à articulação política do governador Eduardo Braga no cenário nacional e internacional pesou na decisão da Federação Internacional de Futebol, segundo os parlamentares.
O deputado Josué Neto (PSB) apresentou uma moção de parabenização ao povo do Amazonas, endereçada ao governador Eduardo Braga, pela articulação política implementada e que culminou na escola de Manaus ao invés de Belém (PA) ou Rio Branco (AC) que também estavam no páreo. “Sabemos que num momento desses, a articulação política é muito importante e o Amazonas conseguiu esse feito diante dos demais concorrentes regionais, o Acre e o Pará”, disse o deputado, ressaltando que o governador conseguiu chamar para seu lado o ministro Alfredo Nascimento, que teve peso fundamental nesse processo, dentre outras autoridades.
Na opinião de Neto, a partir de agora haverá uma mudança substancial no Amazonas, que passa pelo desenvolvimento de uma forma geral tanto em Manaus como nos demais municípios da região metropolitana -Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Careiro da Várzea, Iranduba, Novo Airão e Manacapuru-, uma vez que está previsto para o Estado receber R$ 6 bilhões em investimentos para se preparar para o evento Copa de 2014.
Segundo ele, esse investimento representará a geração de 50 mil empregos diretos, principalmente no setor de construção civil já que a infraestrutura da cidade vai melhorar em muito porque envolve a construção de dois novos estádios: a Colina que sofrerá uma grande reforma e o Vivaldo Lima, que será completamente reformulado. “Outro gargalo a ser resolvido será o transporte coletivo, que deverá se organizar com a implantação do metrô de superfície, cujo projeto se fala há anos e que agora vai sair do papel”, disse.
Motivos apontados
Na opinião do deputado Marcos Rotta (PMDB), a preservação do meio ambiente; a valorização do caboclo ribeirinho, através do programa Bolsa Floresta; a criação de várias unidades de conservação no Estado para proteção da floresta, são fatores que colaboram muito para que Manaus ficasse em evidência no cenário nacional e internacional e pesou muito na hora da decisão.
“Essa questão de preservação e da política ambiental feita pelo governo do Estado foi sem dúvida nenhuma o fator determinante e pesou mais na balança, sem dúvida”, assinalou.
Segundo Rotta, o próprio governador Eduardo Braga salientou que gostaria que a região Norte tivesse duas sub-sedes – Manaus e Belém, o que era bom para a região, mas infelizmente não foi possível.
O deputado também concorda que com a realização da Copa, Manaus vai conseguir melhorar o caótico sistema de transporte coletivo com o metro de superfície, também vai haver melhoria no abastecimento de água, dos hospitais, os restaurantes, hotéis, etc. “Serão injetados R$ 6 milhões no município, que tem tudo a crescer”, disse, ressaltando que a partir de agora cada autoridade tem que deixar de lado qualquer ideologia política e partidária, porque Manaus merece a união de todos os segmentos políticos e da sociedade”, defendeu.
Os deputados Conceição Sampaio (PP), David Almeida (PTB) Nelson Azedo (PMDB), Marco Antonio Chico Preto (PMDB), Carlos Alberto (PMN) e José Lobo (PCdoB) também elogiaram a escolha por entender que Manaus mereceu e vai corresponder às expectativas de todos. Todos concordam que a articulação política foi de fundamental importância. O governador já anunciou a construção de um centro de convenções orçado em 18 milhões, que será construído ao lado do Vivaldo Lima, o que será excelente.







