No Brasil, os últimos meses do ano são marcados pelas intensas chuvas e, consequentemente, aumento do nível da água nos reservatórios utilizados pelas usinas hidrelétricas. Porém, se a meteorologia continuar imprevisível, este trimestre pode não ser tão úmido quanto o esperado pelo mercado livre de energia, especialmente no curto prazo.
Medido pela soma do PLD (Preço de Liquidação da Diferença) e do ágio (prêmio pela operação), o preço da energia continua volátil e, nas semanas anteriores, obteve desempenho além do estimado quando em comparação ao mesmo período de 2011. Isso pode ser notado ao analisarmos os números: na primeira quinzena de outubro deste ano, o valor recente ultrapassou a marca de R$ 200 por MW/h. Num período considerado “normal”, a ideia é que essa marca estivesse na casa dos R$ 140,00.
Para se precaver dessa oscilação, é recomendável pensar sempre a longo prazo. Afinal de contas, não é convencional tomar decisões importantes, como investir em novos maquinários, da noite para o dia, não é mesmo? A mesma linha de raciocínio deve ser seguida quando o assunto é energia, um insumo indispensável em praticamente todas as atividades corporativas.
Dimensionar o gasto anual da planta fabril, encontrar os pontos de desperdício, em que processos é possível reduzir o consumo sem perder a eficiência são tópicos importantes ao mapear o comportamento energético de uma empresa, independentemente do seu ramo de atividade.
Assim, como em uma indústria têxtil tem responsáveis por tecidos, estampas, corte e design, o setor de energia, apesar de estar presente no dia a dia de todos, é necessário ter profissionais-chave para lidar com tramites legais deste mercado. Neste caso, os mais indicados são os gestores de comercializadoras credenciadas nos órgãos competentes, por exemplo, CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
Como em outras áreas, o segmento também sofre com profissionais oportunistas e sem experiência para administrar corretamente um suprimento tão importante para o desenvolvimento econômico, ecológico e industrial de um país. Ao contratar agentes com este perfil, as empresas esquecem de se questionar: quem pagará esta conta? A companhia ou os clientes?
ARTIGO: Quem paga a conta?
Em: 19 de outubro de 2012
A mesma linha de raciocínio deve ser seguida quando o assunto é energia
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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