Artur Virgílio Neto lamenta a morte do ‘Boto Navegador’

Em: 21 de julho de 2009
Na política e na vida social, amigos sempre. A separação se dava apenas por força de legendas partidárias. Assim o líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio Neto, traçou um paralelo entre as comemorações da Semana da Amizade, iniciada ontem, 20
Na política e na vida social, amigos sempre. A separação se dava apenas por força de legendas partidárias. Assim o líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio Neto, traçou um paralelo entre as comemorações da Semana da Amizade, iniciada ontem, 20

Na política e na vida social, amigos sempre. A separação se dava apenas por força de legendas partidárias. Assim o líder do PSDB no Senado, Artur Virgílio Neto, traçou um paralelo entre as comemorações da Semana da Amizade, iniciada ontem, 20, e a morte do ex-governador do Amazonas e amigo pessoal Gilberto Mestrinho (PMDB), com quem partilhou a bancada amazonense no Senado.
Virgílio disse que Gilberto Mestrinho teve um papel de destaque como líder político do Amazonas no Senado, onde deixou uma marca indelével de respeito tanto nos amigos quanto nos adversários durante o comando da Comissão Mista de Orçamento. O parlamentar fez questão de frisar que a atuação ímpar de Mestrinho como presidente dessa Comissão foi um exemplo para novos políticos de como se manter a credibilidade através da ética e probidade administrativa. “Ser presidente por três vezes consecutivas da Comissão Mista de Orçamento não é uma tarefa fácil por ter de agradar a gregos e troianos. Só o fato de ter sido eleito por três gestões já mostra o respeito e o carinho que ele tinha na história do Senado”, disse o senador.
A opinião de Artur Virgílio foi facilmente comprovada durante o féretro de Mestrinho. A morte do ex-governador e ex-senador no domingo em decorrência de uma insuficiência cardiorrespiratória reuniu amigos e adversários políticos num mesmo espaço. Visivelmente emocionado, o ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa (PSB), comentou que a morte do presidente de honra do PMDB marca o fim de um ciclo importante na história da capital amazonense. “Ele foi um adversário de valor que sabia defender seu posicionamento e suas opiniões com qualidade de um líder. O Amazonas perde um grande político”, lamentou.
João Thomé de Medeiros Raposo, filho do ex-parlamentar, disse que aos 81 anos, seu pai estava internado no Hospital Prontocord, em Manaus, desde o último dia 3, com um quadro de insuficiência renal crônica.
Segundo ele, o pai preferiu voltar a Manaus para fazer o tratamento a arriscar morrer longe de seu Estado.
“De certa forma, ele sabia que deveria voltar a Manaus para o descanso eterno. Ele se queixava de dores, mas não tinha medo da morte. Com ele, aprendemos o valor da vida e a sermos dignos sempre”, disse Raposo entre lágrimas.
O corpo de Gilberto Mestrinho seguirá velado até as 10h no Palácio Rio Negro, antiga sede do governo do Amazonas de onde percorrerá na terça-feira algumas das principais ruas da capital rumo ao cemitério São João Batista, na capital amazonense. “Eu lamento a morte dele. Foi um grande aliado meu e de meu pai. Não se pode contar a história do Amazonas depois de 1956 sem falar de Mestrinho. Vou pedir uma sessão solene para ele no Senado”, finalizou Artur Virgílio.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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