As falsas lideranças indígenas e as invasões

Em: 27 de setembro de 2013
Desde sempre se discute os direitos dos índios, primeiros moradores das terras brasileiras, mas é mais recente o debate sobre quem de fato é liderança indígena e quem se faz passar por índio para obter algum tipo de vantagem
Desde sempre se discute os direitos dos índios, primeiros moradores das terras brasileiras, mas é mais recente o debate sobre quem de fato é liderança indígena e quem se faz passar por índio para obter algum tipo de vantagem

Desde sempre se discute os direitos dos índios, primeiros moradores das terras brasileiras, mas é mais recente o debate sobre quem de fato é liderança indígena e quem se faz passar por índio para obter algum tipo de vantagem.
O fato é que a miscigenação fez crescer entre as aldeias a presença de descendentes aculturados, que já de muito perderam aquela ingenuidade do índio original.
É fato também que organizações civis e religiosas se envolveram na formação de “lideranças”, que agem de acordo com o que seus mestres determinam.
A invasão de terras registrada em Iranduba nos últimos dias é emblemática neste sentido. Não se percebe ali nenhum traço cultural ou tradicional que justifique o ato nefasto.
A pergunta que não quer calar é: se eles são de fato os donos da terra, porque deixaram para ocupá-la somente agora, que a construção da Ponte Rio Negro supervalozirou aquela área? Por que não a reclamaram por todos estes anos?
De fato, existe hoje uma indústria que explora a causa indígena em todo país em benefício de projetos econômicos ou individuais. E é preciso separar esse joio do trigo que é a luta pelo reconhecimento do direito de povos historicamente subjugados.
A punição exemplar de usurpadores, dentro das normas do Código Penal, pode ajudar a clarear as coisas. Afinal, a impunidade é a causa de todos os males nesta questão.
Nunca é demais lembrar do caso Paulo Aripuanã, o “aguerrido” líder indígena que foi desmascarado depois da descoberta da falsificação de sua identidade tribal.
É preciso também punir quem manipula estas falsas lideranças e em conluio com elas locupleta-se de benefícios que deveriam ser reservados a quem de direito.
Funai e Ministério da Justiça têm a palavra e a caneta.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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