Asiáticos respondem por 60%

Em: 19 de novembro de 2012
Mais de 60% das importações para abastecer o Amazonas este ano têm origem no grupo de países asiáticos formados, principalmente, por China, Coreia do Sul e Japão
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Mais de 60% das importações para abastecer o Amazonas este ano têm origem no grupo de países asiáticos formados, principalmente, por China, Coreia do Sul e Japão

Mais de 60% das importações para abastecer o Amazonas este ano têm origem no grupo de países asiáticos formados, principalmente, por China, Coreia do Sul e Japão. De acordo com os números da balança comercial divulgados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), entre janeiro e outubro deste ano, os três países responderam por US$ 7,21 bilhões, 61,25% do total de compras do Estado que somou US$ 11,77 bilhões no período.
A cifra também é 11,43% maior frente a igual intervalo do ano passado, quando os gastos do Amazonas com os mesmos países foi de U$ 6,47 bilhões.
Só em outubro, do montante de US$ 1,22 bilhão utilizado para compras no exterior, US$ 826,06 milhões, ou seja, 67,71% foram direcionados para os países asiáticos. Sobre o mesmo mês do ano passado, a quantia é 17,28% superior.
“Apesar dos esforços do governo federal para garantir a competitividade da indústria brasileira, no Amazonas, continuamos sendo impactados e a expectativa é de que durante todo o próximo ano, o PIM ainda enfrente sérios problemas de concorrência com a Ásia”, avaliou o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende.
Segundo o presidente do Sinaees-AM (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Celso Piacentini, a elevação da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 20% para 35% para produtos de linha branca importados, apesar de atingir outros itens, resolveu substancialmente o problema dos condicionadores de ar do tipo split.
De acordo com os indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), entre janeiro e setembro de 2010, 443,82 mil unidades condensadoras para o chamado split system foram produzidos. No mesmo período do ano passado, apenas 76,87 mil foram fabricados, queda de 82,68%. Este ano, apesar de a retração ainda ser acentuada, foi um pouco menor (-60,72% com apenas 30,19 mil unidades produzidas).
“Do jeito que estava, em pouco tempo, Manaus deixaria de fabricar o produto e com a ação, agora estamos em condições de reverter o quadro”, contou Piacentini.
Já a concorrência dos insumos importados para a produção de motocicletas com os componentes nacionais não sofreu modificação. “Os fabricantes de componentes do setor de duas rodas do PIM são constantemente pressionados a reduzir o preço de seus produtos, mas a alta carga tributária continua sendo uma barreira para que eles cheguem se quer próximo aos preços oferecidos pelos asiáticos”, diz Ailson Rezende.
Para ele, a situação só deve melhorar em 2015, quando a China, o principal ‘oponente’ da indústria brasileira, fará parte da OMC (Organização Mundial do Comércio).
“Em dois anos, a indústria chinesa deve começar a atender uma demanda interna de consumidores, como uma das regras para compor a OMC. O país possui mais de 1 bilhão de habitantes. Dessa forma, a tendência é que ele não consiga atender essa demanda e ainda conservar o modelo exportador agressivo de hoje. Será um alívio, mas até lá, a indústria amazonense vai ter que continuar ‘segurando’ a produtividade”, ressaltou.
Enquanto isso, segundo Celso Piancentini, os asiáticos devem acirrar ainda mais a competitividade. “O nosso custo, especialmente com a mão de obra, continua crescendo, e o desafio para o ano que vem, inclui além dos asiáticos a concorrência com os Estados Unidos e a Europa que devido à crise, escoam seus produtos com agressividade para o mercado nacional”, alertou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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