Assembleia fará audiência pública sobre transporte coletivo

Em: 12 de agosto de 2009
Uma audiência pública com as empresas prestadoras do transporte coletivo na cidade de Manaus deverá ser proposta pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa a pedido do deputado Marco Antônio Chico Preto ao presidente da Casa, deputado Belarmino Lins
Uma audiência pública com as empresas prestadoras do transporte coletivo na cidade de Manaus deverá ser proposta pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa a pedido do deputado Marco Antônio Chico Preto ao presidente da Casa, deputado Belarmino Lins

Uma audiência pública com as empresas prestadoras do transporte coletivo na cidade de Manaus deverá ser proposta pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa a pedido do deputado Marco Antônio Chico Preto (PMDB) ao presidente da Casa, deputado Belarmino Lins. O parlamentar questiona a respeito do incentivo que é dado pelo governo estadual sobre o ICMS do óleo diesel comprado pelas empresas.
Chico Preto utilizou a tribuna da ALE para fazer um desabafo sobre o aumento da tarifa de ônibus (de R$ 2,00 para R$ 2,25), indagando sobre quais os motivos que elevaram a passagem. Ele levantou a possibilidade de o benefício ser retirado e, conseqüentemente, as empresas voltem a pagar ICMS na sua integralidade, caso seja confirmado que não há relação entre o aumento da passagem e a redução do imposto.
Ele salientou, no entanto, que se a retirada do benefício do diesel importar na majoração tarifária, ele é a favor da manutenção do incentivo. Chico Preto argumentou que são milhões de reais que o governo abre mão todos os meses para que as empresas possam oferecer a menor tarifa de transporte coletivo.
E questionou se o valor de R$ 2,25 da passagem de ônibus é o menor que a Prefeitura de Manaus pode arbitrar para população. “Não temos mais como verificar isso, já que a planilha de custos foi abolida”, disse, observando que quando era vereador da cidade de Manaus acompanhou de perto o processo e formação da Transmanaus – que ele definiu como “monopólio” por reunir todas as empresas sob um único contrato para prestação de serviço na cidade.
De acordo com o deputado, o contrato firmado com a Transmanaus trouxe uma nova relação entre a Prefeitura e as empresas prestadoras do serviço público. A planilha de custos trazia itens que compõem a prestação de serviço, como folha de pagamento, combustível, pneus, enfim, todos os insumos necessários para se verificar o que poderia majorar o preço da tarifa.
Chico Preto ressaltou que o ex-prefeito Serafim Corrêa ao acabar com a planilha de custos estabeleceu no contrato um indexador IGPM (Índice Geral de Preço Médio) que passou a corrigir a tarifa através da aplicação do IGPM.

Redação

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