Até o final do ano, Manaus vai contar com 611 quilômetros de esgoto sanitário

Em: 6 de junho de 2010
Pelo menos 441 quilômetros de rede de esgotamento sanitário já foram implantados em Manaus e até o final do ano outros 170 quilômetros devem ser concluídos na capital, principalmente dentro da área de abrangência do Prosamim
Pelo menos 441 quilômetros de rede de esgotamento sanitário já foram implantados em Manaus e até o final do ano outros 170 quilômetros devem ser concluídos na capital, principalmente dentro da área de abrangência do Prosamim

Pelo menos 441 quilômetros de rede de esgotamento sanitário já foram implantados em Manaus e até o final do ano outros 170 quilômetros devem ser concluídos na capital, principalmente dentro da área de abrangência do Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus).
Segundo o diretor de Relações Institucionais da Águas do Amazonas, Arlindo Sales, os investimentos da concessionária com a expansão do sistema de esgoto em Manaus chegam a aproximadamente R$ 15 milhões. “As obras reúnem hoje uma boa infraestrutura já em condições de atender às necessidades de saneamento da cidade”, diz Arlindo Sales.
Só o Prosamim respondeu por cerca de R$ 100 milhões dos novos investimentos do governo do Amazonas (em parceria com o governo federal) para expandir a rede de esgotamento sanitário na capital, que antes contava com um sistema precário implantado desde a época dos ingleses.
“O sistema anterior é utilizado mais para o abastecimento de água. Com as novas obras, foram implantadas grandes tubulações que formam a nova rede coletora, beneficiando consideravelmente a maioria da população”, afirma Arlindo Sales.
Com a implantação de uma nova rede de esgoto na capital, Sales aponta que o serviço será diferenciado e terá um maior impacto na tarifa de água. “Vai representar um aumento de pelo menos 80% no valor que os consumidores pagam mensalmente”, afirma o diretor de Relações Institucionais da Águas do Amazonas.
A majoração do preço – justifica Sales – é porque a implantação de uma rede de esgoto significa menos doença na população, melhor qualidade vida, um ambiente mais saudável, livre de condições insalubres e moradias mais dignas para as pessoas. “Todos esses benefícios exigem investimentos pesados e justificam o aumento do preço da tarifa”, diz ele.

Sales afirma que grande parte da população resiste, porém, em pagar mais pelo serviço dentro da nova estratégia de saneamento básico em Manaus, prejudicando investimentos futuros na rede de esgoto. Segundo ele, a nova tarifa inclui não só o fornecimento de água à população, mas toda uma “ação que terá um grande impacto positivo” na saúde dos consumidores.
“Se não melhoramos o sistema de esgoto, os igarapés de Manaus continuarão doentes, poluídos, cheios de coliformes fecais e levando doenças para as casas da população”, alerta Arlindo Sales.
Dados extraoficiais apontam que, desde 2008, 11% das casas de Manaus (cerca de 35 mil residências) pagam pelo serviço de coleta e tratamento de esgoto, mas só 55% deste total têm o esgoto tratado, enquanto os dejetos dos demais são coletados e despejados diretamente nos igarapés sem qualquer tratamento.
O problema com a falta de uma rede de esgoto adequada atinge também outros grandes centros urbanos do País. Uma pesquisa recente do Instituto Trata Brasil, organização que promove o saneamento básico no Brasil, indica que cerca de 30% da população das principais capitais brasileiras (mais de 13 milhões de pessoas) não têm acesso ao serviço.
Os dados do balanço mostram que algumas capitais estão com níveis péssimos de saneamento, como Macapá, no Amapá, onde 96,7% da população não têm rede de esgoto. Ou Porto Velho, em Rondônia, com 94% dos moradores sem esgoto.

Saneamento somente em 2025

De acordo com especialistas, os números demonstram um ritmo que está longe de alinhar o Brasil com as metas do milênio estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), segundo as quais todos os habitantes de um país devem ter acesso a saneamento básico até 2015.
A pesquisa do Instituto Trata Brasil, realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, aponta que o País só conseguirá alcançar esse objetivo com dez anos de atraso – ou seja, em 2025.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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