Incrível que toda vez que vamos conversar com alguém sobre atendimento ao cliente, todos sabem descrever como deve ser um bom atendimento – inclusive quem é vendedor. É regra todo mundo saber como quer ser atendido. O problema é na hora de mudar de lugar, quando o cliente passa a ser o atendente. Parece que mudamos de mundo!
Estava precisando de um tênis para corrida (precisando cuidar da saúde) e então fui às compras. Procurei por várias lojas e tive muitas (e desagradáveis) surpresas. Na primeira loja em que parei, o vendedor ficou me seguindo como se eu fosse alguém que precisasse de um guarda-costas, ao informá-lo que estava procurando um tênis, o mesmo sem perguntar para que, trouxe-me um modelo muito chamativo (um tênis brilhoso para basquete na cor vermelha fosforescente…) e que me custaria a “bagatela” de R$ 700,00. Qual o problema com o preço, você pode até perguntar, mas além do preço – que estava muito além de minhas expectativas – tinha também a questão do produto não servir para a modalidade esportiva para a qual eu estava procurando, ou mesmo estar de acordo com o meu gosto (fiquei imaginando-me correndo a noite e os carros, ao passarem por mim e focarem as luzes dos faróis nos meu tênis, a luminosidade cegando os motoristas!). Ao informar ao vendedor que não servia para mim, ele procurou outros modelos – dessa vez de corrida – mas todos muito chamativos e ainda acima de minha realidade.
Na segunda loja a situação foi ainda mais nonsense, pois ao informar ao atendente do meu número de sapato, o mesmo saiu correndo sem nem mesmo eu explicar para que eu queria. Quando voltou foi com uma bota de cowboy com esporas e tudo, me dizendo que com aquilo ali eu iria arrasar no forró. Saí correndo de lá!
Na terceira loja não consegui ser atendido, pois os vendedores estavam conversando no salão e não me deram muita atenção quando perguntei do preço de um tênis pelo qual tinha sentido interesse. Resolvi não atrapalhar a conversa.
Na outra loja acredito que a comissão era por cartão entregue aos clientes. Ao entrar reparei que os vendedores entregavam o seu cartão para vários clientes e não raro os clientes recebiam o cartão de mais de um vendedor, eu mesmo recebi três, sempre informando que já havia recebido do colega anteriormente, no que me respondiam: “ele pode estar ocupado atendendo a mais de um cliente ao mesmo tempo”. Moral da história: não consegui ser atendido, mas saí com vários cartões de vendedores que não me serviam para nada.
Finalmente cheguei em uma loja, consegui recusar o cartão do atendente, explicar qual a minha necessidade em relação ao produto e após duas ou três opções a escolher, fiquei com a que mais me incentivou no quesito custo-benefício.
Mas fico pensando, será que eles fazem esse tipo de atendimento todos os dias? Como fazer para modificar isso. Semana que vem apresentarei algumas sugestões!
Atenção: Atendimento não é um favor prestao ao cliente
Em: 14 de abril de 2010
Incrível que toda vez que vamos conversar com alguém sobre atendimento ao cliente, todos sabem descrever como deve ser um bom atendimento – inclusive quem é vendedor
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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