Atenção: Atendimento não é um favor prestao ao cliente

Em: 14 de abril de 2010
Incrível que toda vez que vamos conversar com alguém sobre atendimento ao cliente, todos sabem descrever como deve ser um bom atendimento – inclusive quem é vendedor
Incrível que toda vez que vamos conversar com alguém sobre atendimento ao cliente, todos sabem descrever como deve ser um bom atendimento – inclusive quem é vendedor

Incrível que toda vez que vamos conversar com alguém sobre atendimento ao cliente, todos sabem descrever como deve ser um bom atendimento – inclusive quem é vendedor. É regra todo mundo saber como quer ser atendido. O problema é na hora de mudar de lugar, quando o cliente passa a ser o atendente. Parece que mudamos de mundo!
Estava precisando de um tênis para corrida (precisando cuidar da saúde) e então fui às compras. Procurei por várias lojas e tive muitas (e desagradáveis) surpresas. Na primeira loja em que parei, o vendedor ficou me seguindo como se eu fosse alguém que precisasse de um guarda-costas, ao informá-lo que estava procurando um tênis, o mesmo sem perguntar para que, trouxe-me um modelo muito chamativo (um tênis brilhoso para basquete na cor vermelha fosforescente…) e que me custaria a “bagatela” de R$ 700,00. Qual o problema com o preço, você pode até perguntar, mas além do preço – que estava muito além de minhas expectativas – tinha também a questão do produto não servir para a modalidade esportiva para a qual eu estava procurando, ou mesmo estar de acordo com o meu gosto (fiquei imaginando-me correndo a noite e os carros, ao passarem por mim e focarem as luzes dos faróis nos meu tênis, a luminosidade cegando os motoristas!). Ao informar ao vendedor que não servia para mim, ele procurou outros modelos – dessa vez de corrida – mas todos muito chamativos e ainda acima de minha realidade.
Na segunda loja a situação foi ainda mais nonsense, pois ao informar ao atendente do meu número de sapato, o mesmo saiu correndo sem nem mesmo eu explicar para que eu queria. Quando voltou foi com uma bota de cowboy com esporas e tudo, me dizendo que com aquilo ali eu iria arrasar no forró. Saí correndo de lá!
Na terceira loja não consegui ser atendido, pois os vendedores estavam conversando no salão e não me deram muita atenção quando perguntei do preço de um tênis pelo qual tinha sentido interesse. Resolvi não atrapalhar a conversa.
Na outra loja acredito que a comissão era por cartão entregue aos clientes. Ao entrar reparei que os vendedores entregavam o seu cartão para vários clientes e não raro os clientes recebiam o cartão de mais de um vendedor, eu mesmo recebi três, sempre informando que já havia recebido do colega anteriormente, no que me respondiam: “ele pode estar ocupado atendendo a mais de um cliente ao mesmo tempo”. Moral da história: não consegui ser atendido, mas saí com vários cartões de vendedores que não me serviam para nada.
Finalmente cheguei em uma loja, consegui recusar o cartão do atendente, explicar qual a minha necessidade em relação ao produto e após duas ou três opções a escolher, fiquei com a que mais me incentivou no quesito custo-benefício.
Mas fico pensando, será que eles fazem esse tipo de atendimento todos os dias? Como fazer para modificar isso. Semana que vem apresentarei algumas sugestões!

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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