Semana passada contei sobre minha desventura em comprar um tênis para que eu pudesse fazer exercícios físicos durante a semana. No final prometi que nesta semana daria algumas soluções sobre os problemas abordados naquele artigo.
Infelizmente não cumprirei de todo a promessa, por que algo mais gritante chegou ao meu conhecimento, através do relato de um leitor, que transcreverei em parte:
“ Movidos pelo inconformismo.
Um relato de vício no atendimento, incluindo vidas.
(…)O que quero dizer é que nessa última semana e meia minha filha ficou adoentada. Como qualquer pai a levei ao médico para que ela fosse examinada e tivesse seu estado aliviado. E como um mantra, depois eu explico, o referido profissional no olhômetro a diagnosticou com a virose do momento. E eu como qualquer pai perguntei – O Sr. Tem certeza ? Ele(a) respondeu que sim. Então fomos à farmácia mais próxima e compramos os medicamentos recitados por ele(a). O que logo observamos é que com uma semana o tal do quadro (jargão comum deles) não melhorava, daí fomos procurar mais um profissional que disse que o outro médico estava correto e que a tal da virose da modinha estava pegando geral. Isso, vale ressaltar, sem nem tocar na criança. Endossou o diagnóstico do outro e ainda receitou antibiótico. Pois bem, quinta e sexta de febre alta e medicamentos desnecessários, incluindo antibióticos, resolvemos no sábado ir a outro lugar e consultar outro profissional. E antes que ele resolvesse endossar os diagnósticos dos seus companheiros. Eu e a minha esposa forçamos a médica a pedir exames. E como um ser iluminado, ou por ver os pais entrando em ebulição, resolveu pedir os ditos exames. Que constatou uma infecção em uma criança de 01 ano de idade. O pior desse sofrimento não foi a uma semana e meia que ela esteve fazendo o tratamento errado com medicamentos errados. Foi no último domingo, vi minha filha atingir 40,1° de febre e quase convulsionar. Sem necessidade, pois poderia ter sido medicada e tratada do jeito correto, se desde o início tivessem pesquisado o porquê do seu estado(…)
Ivomarcos Vieira”
Ficamos irritados e muitas vezes sem ação quando percebemos que a pessoa que nos atende, não tem conhecimento ou mesmo vontade de atender-nos, mas isso é resolvido se formos à concorrência.
Mas o que fazer quando quem nos atende deveria ser a pessoa em quem deveríamos convidar? Por que é isso que os profissionais da saúde são. Para isso eles estudam arduamente durante mais de 6 anos entre faculdade e especializações. Sabemos que não são todos assim, desleixados ou aprendizes de adivinhos, mas a realidade é que nenhum deveria agir dessa forma. Como fazer quando o médico está mais preocupado com o horário? Procurar outro? E correr o risco de o outro fazer o mesmo? Com o código de ética médica, talvez haja uma mudança de comportamento dos profissionais que não humanizaram o atendimento, tal como aconteceu com o Código de Defesa do Consumidor.
Alguns podem teorizar e até mesmo achar uma blasfêmia comparar a importância dos “Códigos”. Mas o que me chama a atenção é a possibilidade de ter um atendimento mais profissional, responsável e humano do que os que vemos atualmente. As dicas ficarão para a próxima semana.







