Atendimento médico, um caso a parte?

Em: 22 de abril de 2010
Semana passada contei sobre minha desventura em comprar um tênis para que eu pudesse fazer exercícios físicos durante a semana. No final prometi que nesta semana daria algumas soluções sobre os problemas abordados naquele artigo
Semana passada contei sobre minha desventura em comprar um tênis para que eu pudesse fazer exercícios físicos durante a semana. No final prometi que nesta semana daria algumas soluções sobre os problemas abordados naquele artigo

Semana passada contei sobre minha desventura em comprar um tênis para que eu pudesse fazer exercícios físicos durante a semana. No final prometi que nesta semana daria algumas soluções sobre os problemas abordados naquele artigo.
Infelizmente não cumprirei de todo a promessa, por que algo mais gritante chegou ao meu conhecimento, através do relato de um leitor, que transcreverei em parte:
“ Movidos pelo inconformismo.
Um relato de vício no atendimento, incluindo vidas.
(…)O que quero dizer é que nessa última semana e meia minha filha ficou adoentada. Como qualquer pai a levei ao médico para que ela fosse examinada e tivesse seu estado aliviado. E como um mantra, depois eu explico, o referido profissional no olhômetro a diagnosticou com a virose do momento. E eu como qualquer pai perguntei – O Sr. Tem certeza ? Ele(a) respondeu que sim. Então fomos à farmácia mais próxima e compramos os medicamentos recitados por ele(a). O que logo observamos é que com uma semana o tal do quadro (jargão comum deles) não melhorava, daí fomos procurar mais um profissional que disse que o outro médico estava correto e que a tal da virose da modinha estava pegando geral. Isso, vale ressaltar, sem nem tocar na criança. Endossou o diagnóstico do outro e ainda receitou antibiótico. Pois bem, quinta e sexta de febre alta e medicamentos desnecessários, incluindo antibióticos, resolvemos no sábado ir a outro lugar e consultar outro profissional. E antes que ele resolvesse endossar os diagnósticos dos seus companheiros. Eu e a minha esposa forçamos a médica a pedir exames. E como um ser iluminado, ou por ver os pais entrando em ebulição, resolveu pedir os ditos exames. Que constatou uma infecção em uma criança de 01 ano de idade. O pior desse sofrimento não foi a uma semana e meia que ela esteve fazendo o tratamento errado com medicamentos errados. Foi no último domingo, vi minha filha atingir 40,1° de febre e quase convulsionar. Sem necessidade, pois poderia ter sido medicada e tratada do jeito correto, se desde o início tivessem pesquisado o porquê do seu estado(…)

Ivomarcos Vieira”

Ficamos irritados e muitas vezes sem ação quando percebemos que a pessoa que nos atende, não tem conhecimento ou mesmo vontade de atender-nos, mas isso é resolvido se formos à concorrência.
Mas o que fazer quando quem nos atende deveria ser a pessoa em quem deveríamos convidar? Por que é isso que os profissionais da saúde são. Para isso eles estudam arduamente durante mais de 6 anos entre faculdade e especializações. Sabemos que não são todos assim, desleixados ou aprendizes de adivinhos, mas a realidade é que nenhum deveria agir dessa forma. Como fazer quando o médico está mais preocupado com o horário? Procurar outro? E correr o risco de o outro fazer o mesmo? Com o código de ética médica, talvez haja uma mudança de comportamento dos profissionais que não humanizaram o atendimento, tal como aconteceu com o Código de Defesa do Consumidor.
Alguns podem teorizar e até mesmo achar uma blasfêmia comparar a importância dos “Códigos”. Mas o que me chama a atenção é a possibilidade de ter um atendimento mais profissional, responsável e humano do que os que vemos atualmente. As dicas ficarão para a próxima semana.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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