O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio cresceu 1,9% no mês de novembro em relação ao mês anterior, já descontadas as influências sazonais. Este resultado positivo foi puxado pela alta de 2,7% no movimento das lojas de tecidos, vestuário, calçados e acessórios bem como pela elevação de 2,4% no movimento das lojas de material de construção.
Todos os demais setores varejistas também apresentaram expansão durante o mês de novembro, variando entre 0,7% (supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas) até 1,9% (móveis, eletroeletrônicos e equipamentos de informática).
“A aceleração da atividade do comércio em novembro confirma a tendência da consolidação de um ritmo de expansão do consumo mais acentuada neste último trimestre de 2010, sinalizando que o Natal deste ano deverá registrar um excelente desempenho em termos de vendas do varejo”, observam os economistas da Serasa Experian, por meio de texto distribuído à imprensa.
Comparação anual
Na comparação anual, isto é, contra novembro de 2009, o crescimento de 11,2% do movimento varejista foi puxado pelo segmento de material de construção (alta de 19,0%), seguido pelos ramos de móveis, eletroeletrônicos e informática (elevação de 12,2%).
O movimento da atividade varejista encerrou o período de janeiro a novembro de 2010 com uma expansão de 10% frente ao mesmo período de 2009. Os segmentos de material de construção e de móveis, eletroeletrônicos e informática aparecem na dianteira como líderes da expansão do movimento varejista em 2010, com altas acumuladas de 17,1% e 15,1%, respectivamente. O setor de veículos, motos e peças, com alta de 12,0%, também registra de‑ sempenho bem favorável no acumulado do ano de 2010.
A Serasa informa que o indicador é construído, exclusivamente, pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da Serasa Experian. As consultas (nas formas de taxas de crescimentos) são tratadas estatisticamente pelo método das médias aparadas com corte de 20% nas extremidades superiores e inferiores. Com as taxas de crescimento tratadas e ponderadas pelo volume de consultas de cada empresa comercial é construída a série do indicador. A amostra é composta de cerca de 6.000 empresas comerciais e o indicador, com início em janeiro de 2000, é segmentado em seis ramos de atividade comercial.
Vendas de eletros no país superam média mundial
No ano de Copa do Mundo, linha marrom (TV, DVD e Home Theater, entre outros) é o destaque nas vendas em 2010, seguida de artigos de telecomunicações (a exemplo dos celulares). É o que demonstra o estudo apresentado pela GfK Retail and Technology, 4ª maior empresa da área de pesquisa de mercado do mundo e líder em estudos no ponto de venda para os segmentos de tecnologia e eletroeletrônicos.
De acordo com as tendências mundiais, a Ge- rente de Negócios/Varejo da GfK RT, Simone Aguiar, o Brasil se destaca frente a outros países nas vendas de eletroeletrônicos, inclusive países europeus, onde este mercado já está maduro.
Poder aquisitivo
Na análise da especia– lista, os segmentos linha marrom e telecom foram os mais beneficiados devido ao aumento do poder aquisitivo da população e também pelo aumento de lançamentos, sendo que agora o consumidor tem cada vez mais “novidades” no mercado, especialmente nas categorias como smartphones, notebooks e TVs de tela fina.
Ainda segundo o estudo, que considerou 50 categorias de produtos como portáteis, dentre as linhas branca, marrom, informática, foto e telecom, o faturamento entre janeiro e agosto de 2010, atingiu um total de R$ 45 bilhões, re–presentando um incremento de 17,5% sobre o mesmo período de 2009.
“O Nordeste, por exemplo, é uma região que tem brilhado aos olhos do varejo e da indústria, porque tem crescido muito. Mas, em contrapartida, o interior de São Paulo passa a ser a região mais importante nas vendas de ele‑ tros do país pela primeira vez”, destacou a gerente de Negócios/Varejo.
Sobre o futuro do varejo foi mencionado no levantamento que as redes sociais, o mobile-commerce e os clubes de compra serão tendências que impulsiona–rão o consumo brasileiro. Com a estimativa de que, até o fim de 2010, 23 mi–lhões de pessoas tenham feito pelo menos uma compra on-line (segundo informações do e-bit), o cenário é favorável para diversos tipos de produtos e serviços.







