Já fazem exatos três anos, sete meses e 15 dias que a Fifa (Federação Internacional de Futebol) escolheu o Brasil como país-sede da Copa do Mundo em 2014. Depois disso, em maio de 2009, vários amantes do futebol viram seus desejos se concretizarem com a escolha de suas cidades como anfitriãs do evento.
No caso da capital amazonense, o tão esperado estádio já sinaliza status ‘verde’ no Portal 2014, que atualiza as notícias sobre o Mundial. Depois do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ter suspendido o financiamento em 2010, por conta de uma análise do MPF (Ministério Publico Federal) que apontava indícios de sobrepreço de R$ 63 milhões no edital de licitação da obra, a Arena da Amazônia finalmente concluiu suas fundações e segue para instalação de bases da arquibancada inferior.
Por conta disso, o coordenador da UGP/Copa (Unidade Gestora dos Projetos da Copa no Estado do Amazonas), Miguel Capobiango, declara que é provável que o cronograma seja mudado. Segundo o representante, a data de entrega, prevista para junho de 2013, deve ser alterada para dezembro de 2012.
Mas, ‘como nem tudo são flores’, segundo averiguação do Portal 2014, com apenas 1.095 dias para o Mundial, os maiores problemas para a realização ainda encontram-se nos projetos de aeroportos e mobilidade urbana.
Depois de Manaus ser incluída na lista das cidades que não concluiriam a tempo a reforma dos aeroportos para a Copa, já que sete anos é o tempo médio da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) para construir um terminal no país, segundo levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), os representantes do município finalmente ‘perceberam’ que faltam apenas três anos para o Mundial.
Licitação em junho
Em maio, a Infraero publicou o edital para execução da reforma no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, orçada em R$ 415 milhões. De acordo com assessoria do órgão, a licitação será aberta no final de junho e deve levar três meses para o andamento do processo. Depois disso, as obras se iniciam em novembro deste ano e têm previsão de 25 meses para conclusão.
Para agilizar essas obras no país, a presidenta Dilma Rousseff declarou que seu governo investirá R$ 5,5 bilhões. Segundo ela, a ampliação e reforma dos aeroportos são necessárias mesmo sem os eventos de futebol, devido à expansão do movimento nos mesmos.
Enquanto isso, quanto aos projetos para melhoria do deslocamento urbano em Manaus, Capobiango afirma que é o item no qual todos estão apreensivos. Ele comenta que o órgão ainda aguarda a análise da Caixa Econômica Federal para dar início ao processo.
Atualmente, apenas um consórcio permanece na ‘luta’, por atender as exigências citadas. Entretanto, o coordenador ressalta que o orçamento do mesmo está R$ 200 milhões acima do estimado (R$ 1,38 bilhão), o que pode ser o empecilho para a aprovação do projeto.
Até o final da reportagem, a assessoria da Caixa não respondeu o motivo do atraso. No caso do BRT (Bus Rapid Transit), de responsabilidade do governo municipal, a assessoria da prefeitura não soube informar o andamento do projeto orçado em R$ 277 milhões.







