O projeto que aumenta o número de vereadores deve voltar para análise das comissões de Constituição e Justiça e Economia e Finanças antes de ir para votação final, em função da emenda de autoria do vereador Waldemir José (PT), que condiciona o aumento de cadeiras a uma consulta popular por meio de referendo.
É o que diz o artigo 159, parágrafo 2°, do Regimento Interno da CMM (Câmara Municipal de Manaus), conforme subscrito: “O projeto ao qual foram oferecidas emendas voltará às comissões para que se manifestem no prazo regimental”.
Waldemir sustenta o seguinte argumento: “Isso é regimental. Teremos um tempo maior para que a Câmara debata a necessidade de ampliar o número de vereadores, que não é obrigatório”, alerta.
O vereador lembra que em algumas cidades brasileiras, como Ribeirão Preto (SP), a população foi consultada e rejeitou o aumento de cadeiras. “Não vejo necessidade de ampliar a quantidade de parlamentares, uma vez que só irá aumentar os gastos da casa legislativa, sem melhorar a qualidade dos trabalhos”, finalizou.
Homenagem à Nejmi Aziz atrapalha sessão
Ainda esta semana, o vereador Waldemir José se destacou por ser um dos únicos vereadores contrários à suspensão da sessão plenária da última quarta-feira para homenagear a primeira-dama, Nejmi Aziz, na ALEAM (Assembleia Legislativa do Estado).
Irritado, o vereador lembrou que o trabalho parlamentar, principalmente no encerramento do ano legislativo, não pode ser interrompido com atividades não-prioritárias.
Ao invés de suspensa, a sessão foi encerrada às 11h30 pela falta de quórum mínimo de vereadores que não voltaram da homenagem.







