Autônomos podem receber pagamento via cartão

Em: 10 de abril de 2013
Solução apresentada pelo aplicativo PagCom está de olho em um nicho de mercado de mais de 20 milhões de profissionais, como taxistas e professores
Solução apresentada pelo aplicativo PagCom está de olho em um nicho de mercado de mais de 20 milhões de profissionais, como taxistas e professores

Com foco em um universo de 20 milhões de profissionais brasileiros que não possuem um local fixo de trabalho e querem ampliar seus negócios ao aceitar meios eletrônicos de pagamento, a PagCom desenvolveu soluções que permitem que esse público aceite pagamento via cartão de crédito e débito com poucos cliques nos smartphones ou tablets.
Por meio de um aplicativo — disponível para os sistemas operacionais iOS e Android — taxistas, diaristas, professores particulares, personal trainers e vendedores em geral podem aceitar cartões de crédito e débito das bandeiras Visa, MasterCard, American Express e Diners Club International. Além do aplicativo, os sócios-fundadores da PagCom Caio Davidoff, Gabriel Abdalla e Thomas Farah desenvolveram aparelhos que transformam smartphones e tablets em uma máquina leitora dos plásticos.
“Queremos agregar valor à vida dos profissionais móveis, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas”, diz Davidoff, que também é sócio-diretor da empresa.
Com pouco mais de quatro meses de operações, a empresa soma 5,3 mil usuários e até o final do ano quer chegar aos 3 milhões de usuários. “A meta é bastante agressiva, mas achamos que há muito mercado a ser explorado”, ressalta Davidoff. Também são contabilizadas entre 5 mil e 10 mil transações por mês, com ticket médio de R$ 50,00 por transação.
Para alcançar essa meta, os executivos contam parcerias já fechadas — Sindicato dos Taxistas Autônomos (Sinditaxi), Sindicato dos Feirantes, Perfam (empresa que industrializa e comercializa perfumes, cosméticos e uma linha completa de produtos nutricionais por meio do sistema de vendas diretas associado ao marketing de Rede), Associação Brasileira das Empresas de Vendas Diretas (ABEVD) e Associação Brasileira dos Profissionais Liberais (ABPL) — e outras em andamento. “Também estamos participando de seis concorrências e aguardamos os resultados”, destaca Davidoff.
Os sócios-fundadores também planejam, em até dois meses, aceitar outras 200 bandeiras, incluindo as pré-pagas, private labels (cartões de loja) e cartões-refeição. “Nesse mesmo período queremos implantar um sistema de venda de crédito para celulares pré-pagos, como serviço agregado”, diz o executivo.
A empresa já chamou a atenção de investidores: uma venture capital fez um aporte na PagCom e os sócios avaliam uma segunda rodada de captação de recursos, embora não tenham revelado valor.

Operacional

Os interessados pagam R$ 9,90 para se filiarem, valor que já inclui o aparelho que lê cartões. Além disso, nas transações com cartão de crédito é cobrada uma taxa de 4,89% por transação com cartão de crédito e uma taxa de desconto que varia de 1,9% a 2,9% por transação com cartão de débito.
Davidoff não considera grandes adquirentes, como Cielo e Redecard, concorrentes diretos. Segundo o executivo, eles oferecem aplicativos móveis e não de mobilidade. Além disso, o foco principal de atuação são estabelecimentos comerciais cujo faturamento mínimo é de R$ 30 mil. “Nós queremos os profissionais que geram faturamento que não interessa aos bancos”, completa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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