A redução do superávit comercial brasileiro em 2007 foi comentada, mas não chamou muita atenção. O saldo passou de US$ 46,3 bilhões em 2006 para cerca de US$ 40 bilhões em 2007, com variação que somou um total de US$ 6 bilhões.
A queda foi de fato relativamente modesta, diante do maior crescimento econômico doméstico, o que alimentou o crescimento das importações, e diante de uma grande valorização cambial, o que simultaneamente favoreceu as compras do exterior e desestimulou as vendas para fora do país.
Se do ponto de vista do balanço de exportações e importações totais do país, o menor saldo não impressionou muito os analistas e as equipes de governo, o mesmo não deveria se passar com o resultado comercial de bens industriais.
Este sofreu uma redução radical em 2007, saindo de um valor positivo de US$ 5,9 bilhões para um déficit de US$ 7,8 bilhões, uma mudança que totaliza – US$ 13,7 bilhões e que não tem paralelo nos últimos dez anos.
Notar que em 2007, o saldo em manufaturas caíra, porém sem chegar a acusar um déficit, passando de US$ 9,9 bilhões para US$ 5,9 bilhões. Se considerarmos os dois últimos anos, a reversão total soma US$ 17,7 bilhões.







