A balança comercial brasileira apresentou um saldo positivo de US$ 269 milhões na primeira semana de novembro, que contou com apenas um dia útil. Esse desempenho é a diferença entre as exportações de US$ 914 milhões e as importações de U$ 645 milhões. Os dados foram divulgados pela Ministério do Desenvolvimento.
No ano, o superávit comercial (saldo positivo entre exportações e importações) está em US$ 34,645 bilhões, uma queda de 10,4% na comparação com o mesmo período do ano passado (US$ 38,656 bilhões). As exportações no período somam US$ 133,282 bilhões e as importações, US$ 98,637 bilhões, com crescimentos de 15,8% e 29,1%, res-pectivamente.
Na semana passada, o Mi-nistério elevou de US$ 155 bi-lhões para US$ 157 bilhões a meta de exportações de 2007.
O ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) disse que existem condições para que as negociações na OMC (Organização Mundial do Comércio) sobre a Rodada Doha, para liberalizar o comércio mundial, avancem até o final deste ano.
“A análise da situação hoje é que estamos muito próximos e falta um pouquinho de vontade política para chegarmos até o resultado final. É claro que o resultado tem que ser equilibrado”, afirmou.
Amorim ressaltou que os países em desenvolvimento não podem aceitar que “todas as sensibilidades pessoais dos países desenvolvidos sejam levadas em conta”. Ele disse ainda que não é certo que as sensibilidades dos países em desenvolvimento não sejam levadas em conta na devida proporção.
Liderança principal deve ser dos países ricos, diz Amorim
“Quando pensamos em números, vejo que as distâncias, em termos econômicos, inclusive, são relativamente pequenas. É preciso ter coragem de fazer o gesto final”, disse.
O ministro lembrou que a liderança principal deve ser dos países mais ricos, mas ressaltou que o Brasil está disposto a fazer a sua parte.
“Se ela, a Rodada Doha, não terminar agora, vai acabar terminando daqui a um ano e meio ou o que for. Mas sabe como é, sempre tem risco de acontecer um fenômeno que distraia as atenções, alguma outra alternativa que afaste do multilateralismo. Como disse em homenagem a Rui Barbosa, fora do multilateralismo, não há salvação”, declarou. Amorim explicou que é necessário que os três vértices do que classificou de triângulo mágico (Estados Unidos, União Européia e países em desenvolvimento) terão que fazer concessões. Pelo lado americano, disse, os subsídios agrícolas é a principal.
“Eles deram um passo, mas o passo deles ainda tem alguns elementos obscuros”, declarou, mencionando também a questão de tetos específicos para cada produto.
A UE (União Européia) teria que fazer concessões em relação às licenças do mercado agrícola. Ao Brasil, restaria flexibilizar as tarifas os produtos industriais.
“Não pode ser um triângulo equilátero. Tem que ser, talvez, um triângulo isósceles, onde nos dois lados maiores tem que estar os Estados Unidos e a UE”, comparou.







