Balança tem saldo de US$ 352 mi

Em: 29 de janeiro de 2008
No ano, o superávit comercial está em US$ 748 milhões, uma queda de 70,28% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado
No ano, o superávit comercial está em US$ 748 milhões, uma queda de 70,28% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado

A balança comercial apresentou um saldo de US$ 352 milhões na quarta semana de janeiro (dias 21 a 27 do mês). O resultado é a diferença entre as exportações de US$ 3,284 bilhões e as importações de US$ 2,932 bilhões.

No ano, o superávit comercial está em US$ 748 milhões, uma queda de 70,28% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Esse recuo deve-se, principalmente, ao aumento das importações. As compras de produtos importados somam nas quatro primeiras semanas do ano US$ 10,110 bilhões, o que dá uma média diária -movimento por dia útil- de US$ 561,7 milhões, valor 45,9% maior que a média de janeiro de 2007.

Já as exportações totalizam US$ 10,858 bilhões, com média de US$ 603,2 milhões, um crescimento de 20,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

A meta do Ministério do Desenvolvimento é exportar neste ano US$ 172 bilhões. No ano passado, US$ 160,649 bilhões de produtos brasileiros foram vendidos para o exterior. Não há uma meta de importações ou de saldo da balança comercial.

O mercado financeiro, por sua vez, espera um superávit de US$ 30 bilhões em 2008. No ano passado foi de US$ 40,039 bilhões.

Lentos e burocráticos

Os portos brasileiros, após o bicentenário de suas aberturas aos demais países, são considerados lentos e burocráticos. Boa parte desse problema tem razões históricas que advém da época imperial, segundo Paulo Tarso Vilela de Resende, professor especializado em logística da Fundação Dom Cabral.

“Temos a concentração de exportações via região Sudeste, que não é bom porque cria gargalos logísticos nas estradas da região. Há ainda o uso da máquina portuária como instrumento de barganha política, o que deixa a estrutura mais lenta e aumenta a burocracia e a corrupção. Por fim há o hábito de ver o porto como área de armazenagem, o que era usado como forma de controle pelo Império mas que hoje só serve para aumentar os custos de exportação”, explica. Porém, Resende vê pontos positivos nos portos brasileiros. A boa localização, a aceitação dos empresários do exterior em atracar mercadorias aqui e o avanço da iniciativa privada sobre o controle dos portos estão entre eles.

“Não há rejeição aos portos brasileiros no exterior. Não temos conflitos, somos considerados neutros. Diria que somos a Suíça dos portos mundiais”, diz Resende.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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