Mais um ano em que se aproximam as eleições gerais e com elas todos os imbróglios que acompanham este processo que deveria ser a redenção popular e que infelizmente se tornou a escravidão social e política de um povo que se acostumou a viver em função de favores e de pedidos dos mais “poderosos”, reforçando seu referencial colonial.
Entre tantas coisas chatas e absurdas deste período, a propaganda eleitoral, seja gratuita ou não, mas piorando por ser paga pelo nosso bolso, nos impõe um bando de falastrões que utilizam este instrumento totalmente absurdo para propagar ideias sem sentido. TODOS, sem exceção alguma, têm em suas falas ao povo durante a campanha eleitoral, a solução completa e ideal para os problemas de nosso país em todos os sentidos. Mostram quem erra e errou como podem solucionar os problemas e pedem o voto para mudar o país como num passe de mágica.
O pior de tudo é que a maior parte dos “fãs”, se é que assim podem ser chamados, esquecem na maioria das vezes que aquele herói que está ali se mostrando como o salvador da pátria teve quatro anos para fazer tudo aquilo o que está pregando e não fez absolutamente nada. Em alguns casos os falsos heróis chegam mesmo a duas décadas de mandatos e passeios por vários níveis de poder sem aplicar em nenhum momento aquilo que pregam em suas campanhas políticas, muito pelo contrário. De qualquer forma, no desespero que começa a tomar parte de nosso povo pela bagunça política, econômica e social que tomou conta de nosso país, começou a fluir nas redes sociais principalmente um clamor pela volta da intervenção militar. Será que esta seria a solução, depois que o próprio povo foi transformado em termos de pensamento para acreditar que os militares teriam sido monstros no período de 64? Nossa história foi mudada ou forjada de acordo com interesses ideológicos de grupos, desde o período colonial, o que fere nossa identidade e nossa vergonha na cara.
Há poucas semanas, o General Mourão deu uma declaração a respeito da situação da política brasileira dizendo que o presidente da República faz do governo um Balcão de Negócios e por este motivo foi afastado de seu cargo e transferido. Mais uma vez falar a verdade em nosso país é tachado como crime, pois que o balcão de negócios está aí na cara de todos, funcionando a pleno vapor e de maneira descarada, com o dinheiro do povo sem nenhuma vergonha de alguém que deveria estar trabalhando para defender este patrimônio ao invés de rifá-lo.
Além do presidente e da presidência, os podres poderes de nossa quebrada república resolveram trabalhar no estilo de balcão de negócio ou pior ainda de feirão de negócios, pois que a quantidade de partidos prostituiu nossa democracia e as relações entre poderes com interesses pessoais valendo mais que os do povo, reduziu nosso país a mera quitanda. A ação de ministros do Supremo Tribunal Federal como o Gilmar, que acintosamente defende criminosos e a venda de votos por parte de nossos parlamentares que só aprovam qualquer coisa em troca de dinheiro ou favores bastante valiosos, nos leva a uma questão crucial: está errado o general Mourão? Tem moral quem o condena e o retira de suas funções?
Sabemos o que está errado, talvez até mesmo tenhamos consciência do que é necessário fazer para que este país consiga superar todos os entraves que o impedem até hoje de chegar ao lugar que ele merece na história. No entanto a questão fundamental é saber de que forma se pode convencer um povo tão submisso e tão acostumado a servir, de que ele é o dono do poder. Enquanto isso ficamos à mercê das inúteis e vazias declarações feitas pelos candidatos em suas propagandas eleitorais, tentando se convencer que são políticos na verdadeira acepção da palavra, quando na verdade são mercadores de votos e de situações, negociando com a situação criada por ele que é este imenso BALCÃO DE NEGÓCIOS CHAMADO BRASIL!







