Banco central do Japão mantém taxa básica de juros em 0,50%

Em: 20 de maio de 2008
De fato, as vendas de bens japoneses no exterior cresceram pelo 12º mês consecutivo, até 4,5%, enquanto as importações subiram 2%. Os produtos que mais foram importados, segundo o ministério, foram petróleo e gás natural.
De fato, as vendas de bens japoneses no exterior cresceram pelo 12º mês consecutivo, até 4,5%, enquanto as importações subiram 2%. Os produtos que mais foram importados, segundo o ministério, foram petróleo e gás natural.

O Banco do Japão (banco central do país) decidiu nesta terça-feira manter sua taxa de juros em 0,50%, como era esperado pelos analistas locais.
Após uma reunião de dois dias em Tóquio sob a direção do novo presidente do BC japonês, Masaaki Shirakawa, o comitê monetário do banco manteve a taxa interbancária por decisão unânime.
O banco entende que no atual contexto econômico não há razões para alterar a taxa de juros, que no Japão se encontra em um nível muito mais baixo do que no restante das principais economias.
Shirakawa alertou recentemente que a economia japonesa está se desacelerando e que neste momento existe um alto grau de incerteza em todo o mundo.
A decisão de ontem foi a 15ª consecutiva em que a autoridade monetária japonesa manteve a taxa de juros -alterada pela última vez no dia 21 de fevereiro de 2007.
Shirakawa alertou recentemente que a economia japonesa está desacelerando e que nestes momentos existe um alto grau de incerteza.
Assim, o banco rebaixou no final de abril em seis décimos sua previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) japonês em 2008, para 1,5%.
Na semana passada, o governo informou que a economia do Japão cresceu entre janeiro e março a um ritmo de 3,3% ao ano, acima das previsões. No ano fiscal de 2007, que terminou em 31 de março, o PIB da segunda maior economia do mundo aumentou 1,5% em termos reais.
No primeiro trimestre de 2008, as previsões do mercado indicavam um crescimento de 2,6%, mas o PIB foi impulsionado pelas exportações para a Ásia e aos mercados emergentes e pelo consumo interno, segundo a ministra de Economia, Hiroko Ota.

Redação

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