Com um volume de recursos da ordem de R$ 170,5 milhões em recursos programados para o Amazonas, o Banco do Brasil iniciou o ano com grandes planos para o Estado. De olho na visibilidade do segmento ambiental, na sustentabilidade que vem buscando o Amazonas e na preparação de Manaus para receber os jogos da Copa 2014, que será realizada no Brasil, o Banco inicia uma série de inaugurações, e vai contabilizar mais dez agências no interior e oito em Manaus.
Superada a crise econômica, o Banco do Brasil dá continuidade a tendência de abertura financeira e estímulo ao crédito para dar manter os índices de crescimento que vem conquistando no Estado. Neste sentido, o setor imobiliário lidera a carteira de crédito do banco, segundo o superintendente estadual do Banco do Brasil, José Amarildo Casagrande. Em entrevista ao Jornal do Commercio, o executivo garante: “O BB é o maior aplicador de recursos no Amazonas e a intenção é aumentar nossa participação”.
JC – O Banco do Brasil foi, de alguma forma, afetado pela crise econômica mundial? Houve alguma estratégia a ser seguida?
José Amarildo Casagrande – A crise existiu e foi muito séria, mas seguindo a orientação do governo brasileiro, de estimular a movimentação financeira, o BB (Banco do Brasil) foi decisivo ao reagir de forma contrária ao reflexo de uma crise que é restringir o crédito. Ao invés disso ampliamos as linhas de financiamento e crédito para ocuparmos um espaço ainda maior. Com isso, o Banco passou a ter mais linhas de crédito abertas. Até mesmo a inadimplência caiu neste período. Acredito que o mercado financeiro aprendeu uma grande lição, ao enfrentar o problema abrindo possibilidades econômicas, a partir da manutenção do poder aquisitivo da população e dos incentivos à produção, tanto industrial como comercial.
JC – Como está a atuação do Banco do Brasil no Estado do Amazonas? Há planos para expansão do atendimento em Manaus?
JAC – O Banco do Brasil conta com 19 agências na capital do Amazonas e 17 no interior, atualmente. Estamos finalizando o projeto para ocupar novas praças. Serão dez novas agências para o interior. Existem diversos problemas neste processo, porque o interior é bem complexo, até mesmo nas questões de abastecimento e acesso. Por isso, existe o interesse e necessidade de ampliação do atendimento, mas estamos começando o processo com cautela. Esta ampliação representa um crescimento de 50% do Banco este ano, em relação ao interior.
JC – Qual a relação que o Banco desenvolveu com o Amazonas? Existe um interesse específico para os negócios no Estado?
JAC – O Banco do Brasil é, sem dúvida nenhuma, o maior aplicador de recursos do Amazonas. Temos mais investimentos para as micro, pequenas e médias empresas, para o setor primário e pessoa física. Existe ainda uma determinação do Banco para observarmos a sustentabilidade. No interior, as principais atividades apoiadas por nós são apicultura, artesanato e confecções, bovinocultura, extrativismo, fruticultura, imagem pessoal, mandiocultura, ovinocaprinocultura, panificação piscicultura, recicláveis, táxi, táxi-frete e transporte alternativo.
JC – O Banco do Brasil vai ampliar a rede de agências em Manaus? Já existe um planejamento para os próximos anos?
JAC – Sim. Há um interesse muito grande do Banco do Brasil em abranger ainda mais suas atividades em Manaus, já de olho na Copa do Mundo de Futebol de 2014, da qual a cidade será uma das sub-sedes. Ainda no primeiro semestre deste ano, pretendemos inaugurar agências no Manaus Plaza Shopping, Manauara Shopping, bairro do Japiim, e no Millennium Shopping Center. No segundo semestre deveremos entregar as agências da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), na Avenida Torquato Tapajós, Conjunto D. Pedro e bairro Jorge Teixeira (na Bola do Produtor). Com relação aos planos para os próximos anos, já deixamos clara a nossa intenção em participar cada vez mais do crescimento do Amazonas. Estamos aguardando para iniciar parcerias com a prefeitura de Manaus, no sentido de preparar a cidade para receber os jogos da Copa. Não apenas a prefeitura poderá receber apoio do BB, mas também qualquer empreendimento ou projeto comercial relevante para a cidade, poderá obter facilidades, créditos ou recursos do Banco.
JC – Na sua opinião, qual o setor que mais movimenta recursos ou mobiliza a economia, na perspectiva do Banco do Brasil?
JAC – Os financiamentos do setor imobiliário são os mais fortes no Estado. Além dos programas já existentes dentro das linhas de investimento do BB, estamos lançando outras opções dentro do segmento. Entre eles está a concessão de empréstimos garantidos por imóvel, financiamento para a construção a pessoas físicas e o aprimoramento das concessões para incorporadoras no “Minha Casa, Minha Vida”. O BB também se prepara para conceder financiamento à construção para pessoas físicas. O banco irá aproveitar a experiência da Nossa Caixa, que já oferece essa modalidade. O banco paulista foi comprado pelo BB em 2008.Houve um crescimento de R$ 2 bilhões, aproximadamente, em financiamentos imobiliários. Mas para este início de ano, uma das linhas de financiamento mais procuradas são o BB Crediário para material escolar e os crediários para o pagamento do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), com prazo de pagamento de até 60 meses.
JC – O Banco do Brasil vai gerar quantos empregos e atender quantos clientes, em média, com a inauguração das novas lojas em Manaus e no interior?
JAC – Para cada agência, o mínimo de postos de trabalhos a gerar é de dez empregos, a menor agência. Para o Amazonas, a previsão é de que inauguremos agências médias e grandes, portanto, teremos bastante vagas com estes empreendimentos. Já o numero de clientes que deveremos atender, em cada nova agência, gira em torno de 6 mil a 8 mil clientes. Isso tudo, fora as reformas que quase todas as nossas agencias da capital vão enfrentar. Isso tudo já preparando para a Copa, que vai movimentar ainda mais a economia da cidade. No Amazonas, o Banco do Brasil já possui 59 Planos de Negócios, com 15 famílias beneficiadas em 33 municípios envolvidos e 33 agências do BB habilitadas, até agora, antes da expansão. Até o início do ano, registramos o volume de R$ 170,5 milhões de recursos programados apenas para o Estado do Amazonas.







