BB espera ganho de sinergia com Besc de R$ 1 bi

Em: 14 de setembro de 2008
O vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, Aldo Luís Mendes, disse na última sexta-feira, 12, que a incorporação do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) deve gerar um ganho de sinergia para o BB da ordem de R$ 1 bilhão em cerca de dez anos
O vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, Aldo Luís Mendes, disse na última sexta-feira, 12, que a incorporação do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) deve gerar um ganho de sinergia para o BB da ordem de R$ 1 bilhão em cerca de dez anos

O vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, Aldo Luís Mendes, disse na última sexta-feira, 12, que a incorporação do Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) deve gerar um ganho de sinergia para o BB da ordem de R$ 1 bilhão em cerca de dez anos. Ele destacou que, de imediato, a operação já trás uma economia de custos de R$ 139 milhões – valor este que já está incluído no cálculo do valor do Besc considerado para a incorporação.
Segundo Mendes, o BB pretende levar o índice de eficiência (relação entre despesas administrativas e receitas operacionais) do Besc – que hoje está em 73,1% – para o padrão do BB, que é de 46,9% e cuja a meta é chegar a 45% neste ano. O BB calcula que essa transição ocorrera no prazo de cinco anos.
Mendes afirma que o Besc hoje é uma instituição que tem muitas operações realizadas “na boca do caixa”. Com investimento em tecnologia por parte do BB, isso pode cair para 10%, o que liberaria funcionários para “fazer negócios”. Também há um potencial de sinergia na eliminação de sobreposição de agências, embora o BB destaque que essa sobreposição não é muito alta.
Mendes lembrou que a idéia é manter no mínimo uma agência por município do Estado de Santa Catarina. Existe também uma pequena sobreposição de clientes, de 22%, o que segundo Mendes gera um potencial de negócios com a clientela que será incorporada bastante elevado, especialmente com micro e pequenas empresas.
Outro ponto onde pode haver ganhos é na questão de pessoal – o que não implica, necessariamente, em demissões. Mendes afirmou que a intenção não é demitir, embora no contrato não haja restrição para que isso aconteça. Conforme ele, atualmente há três grupos de funcionários: os com estabilidade, os mais jovens, que ingressaram no banco desde 2002, e o terceiro é o dos que aderiram ao programa de demissão incentivada, mas que permanecem no quadro do Besc e podem ser demitidos a qualquer momento. Este último grupo, acrescenta o executivo, no caso de eventuais demissões futuras, tende a ser o primeiro.
Os recursos para a indenização desses funcionários já estão provisionados no balanço do Besc. “Temos um período de 180 dias onde vamos começar a gerenciar o Besc e ver exatamente que estrutura teremos no Estado”, afirmou Mendes.
Mendes disse também que a incorporação do Banco do Estado do Piauí (BEP) deve ser finalizada até o fim do ano. De acordo com o executivo, o modelo da operação será muito semelhante ao do Besc, que também é uma instituição federalizada
Mendes afirmou que o processo de avaliação do BEP está em andamento. Já nos casos de Nossa Caixa e Banco Regional de Brasília (BRB), cuja incorporação está sendo negociada pelo BB com os governos controladores (de São Paulo e do Distrito Federal), o modelo é um pouco diferente. “Há um aspecto negocial mais forte porque os controladores são diferentes”.No caso da Nossa Caixa, o executivo acrescentou que já há em curso uma negociação de preço, pois o valor da instituição e do BB já foi calculado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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