BB tem alta no volume das operações de câmbio

Em: 1 de julho de 2008
Os dados referentes ao mês de maio foram divulgados pelo Banco Central e revelam que o BB processou 45 mil compras e 20,1 mil operações de venda durante o período, praticamente 15% a mais que o volume operado no mesmo intervalo do ano passado.
Os dados referentes ao mês de maio foram divulgados pelo Banco Central e revelam que o BB processou 45 mil compras e 20,1 mil operações de venda durante o período, praticamente 15% a mais que o volume operado no mesmo intervalo do ano passado.

O BB (Banco do Brasil) divulgou, na última semana, que nos primeiros cinco meses deste ano recebeu US$ 12.4 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, embora a instituição mantenha a expectativa de ultrapassar o volume de US$ 34.6 bilhões observado em 2007.
Os dados referentes ao mês de maio foram divulgados pelo Banco Central e revelam que o BB processou 45 mil compras e 20,1 mil operações de venda durante o período, praticamente 15% a mais que o volume operado no mesmo intervalo do ano passado. No Amazonas, as 35 empresas exportadoras, que operam pelo BB, foram responsáveis pela entrada de US$ 150 mil no acumulado do primeiro semestre, fechando em praticamente 43% acima do volume observado no mesmo período do ano passado (US$ 105 mil).
O gerente geral da Gecex Manaus (Unidade Regional de Apoio ao Comércio Exterior), Mauro Francisco Ribeiro, disse que o Balcão de Comércio Exterior é uma vitrine virtual e site de negócios onde é possível comercializar das confecções, artesanato ou bijuterias até aparelhos médicos. Na opinião do executivo, embora se destine às micro e pequenas empresas sem condições de arcar com as elevadas despesas de promoção comercial no exterior, o Balcão é uma ferramenta que também atende às empresas de médio e grande porte. “Nossa expectativa é que os investimentos em moeda estrangeira por meio de transações no Balcão de Comércio Exterior ultrapassem os US$ 300 mil até o fim do ano. Para isso, estamos concentrando soluções em logística, pagamentos e documentação necessária de forma integrada às transações comerciais, o que poupa tempo para que os empresários locais possam se dedicar à realização de novos negócios”, explicou.
Sobre o câmbio financeiro, Ribeiro disse que ele abrange, entre outras coisas, as ordens de pagamento de dentro e fora do país realizáveis em qualquer uma das 4.000 agências do BB, além das operações de compra e venda de moeda estrangeira no câmbio manual feitas, principalmente, por turistas nas agências autorizadas. Segundo o gerente, em termos de volume, as operações de venda de câmbio financeiro movimentaram praticamente US$ 4 bilhões. Em 2007, o banco processou 556 mil operações de compra e 230 mil de venda de câmbio financeiro.
O especialista em macroeconomia, Pedro Raffy Vartanian, explicou que a taxa de câmbio determina os custos de produção em cada país e as exportações, que, por sua vez, ao gerarem emprego, alavancam a expansão do mercado interno. “Sem dúvida, a taxa de câmbio é o preço relativo mais importante de uma economia de mercado. No mundo globalizado, com crescente integração entre as economias, ela se tornou mais importante ainda e estratégica. É assim que as economias crescem”, ressaltou.
No entendimento de Vartanian, quando uma empresa, estimulada pela taxa de câmbio, se torna exportadora, é obrigada a introjetar na sua estrutura produtiva nacional eficiência na gestão e capacidade de inovação e de marketing, para sobreviver. “Por gerar demanda externa e estímulo para o mercado interno, a taxa de câmbio serve como principal instrumento de geração de poupança, aumentando a lucratividade das empresas exportadoras”, concluiu.
Independente do volume de transações com moeda estrangeira, as perspectivas do BB são as melhores possíveis, já que desde o início de junho, o Balcão de Comércio Exterior da instituição alterou de US$ 20 mil para US$ 50 o limite para as operações financeiras. Segundo o BB, a alteração de limite busca adequar o serviço à recente mudança no teto para utilização da DSE (Declaração Simplificada de Exportação).
Em nota oficial, o BB afirma que o novo limite segue as diretrizes implementadas pelo governo federal com a Política de Desenvolvimento Produtivo, que visa contribuir para a sustentabilidade do atual ciclo de expansão da economia brasileira através da ampliação do número de empresas exportadoras e do incremento da participação das exportações brasileiras no comércio mundial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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