As previsões de inflação do Banco Central para 2011 e 2012 aumentaram e estão entre os fatores que levaram a instituição a elevar os juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC) da semana passada de 11,25% para 11,75% ao ano.
A informação faz parte da ata da reunião, divulgada ontem, que mostra ainda previsão de estabilidade nos preços da gasolina, apesar da alta do petróleo no mercado internacional por conta da crise nos países árabes.
O BC manteve a previsão de estabilidade no preço da gasolina e também do gás de botijão. As projeções de reajuste das tarifas de telefonia fixa e de eletricidade foram mantidas em 2,9% e 2,8%, respectivamente. A expectativa de aumento para o conjunto de preços administrados por contrato e monitorados foi mantida em 4% para 2011 e caiu de 4,4% para 4,3% em 2012.
Inflação
No cenário que leva em conta a manutenção da taxa de câmbio em R$ 1,65 e da taxa Selic em 11,25% ao ano (valor em que estava até a última quarta-feira), a projeção para a inflação de 2011 elevou-se em relação ao valor considerado na reunião do Copom de janeiro, e se encontra acima do centro da meta de 4,5%. O BC não divulga os valores exatos.
No cenário que leva em conta as projeções de câmbio e juros do mercado financeiro, a projeção de inflação para 2011 também se elevou e se encontra acima de 4,5%.
Para 2012, a projeção recuou no primeiro cenário, mas ainda se encontra acima da meta. No segundo, apesar de ter se elevado, a inflação permanece ao redor da meta.
Aumento no preço das verduras
A inflação, a despeito da projeção dos índices, também sofre variações causadas por influências naturais, como o clima. Este mês, o Índice Ceagesp, que retrata a variação de preços de frutas, legumes, verduras, pescado e itens diversos no atacado, apresentou aumento de 4,07% em fevereiro, acumulando uma alta de 8,7% no ano. O indicador foi divulgado nesta quinta-feira pela Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo. Os setores de verduras e legumes puxaram as cotações no atacado. De acordo com o economista Flávio Godas, da Ceagesp, esse aumento é característico nesta época do ano por causa do excesso de chuvas nas regiões produtoras, que resulta na retração do volume ofertado, na perda de qualidade e na elevação dos preços. Em fevereiro, o setor de legumes apresentou a maior elevação, de 21,78%.







