As declarações de alguns vereadores, na Tribuna da Câmara Municipal, criticando a postura do Ministério Público em pedir a suspensão do uso do cartão corporativo, e solicitando que a medida fosse estendida aos deputados estaduais, não mexeu com o bom humor do presidente da ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas), deputado Belarmino Lins (PMDB).
Segundo ele, “a Assembleia não tem cartão corporativo, o endereço é outro”, disparou ele, afirmando que “cada um dos dois poderes deve agir no seu espaço territorial correspondente.
Belarmino Lins explicou que até que fosse instituído o uso da cota única pela Assembleia, muitos fatos aconteceram, erros foram superados e a transparência garantida. “Tivemos a humildade de aceitar as decisões norteadoras que nos foram passadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), inclusive para que não errássemos mais e utilizássemos o dinheiro público com parcimônia e seriedade”, afirmou Belão.
Ele esclareceu que a ALE avançou bastante na utilização de medidas saneadoras, uma vez que o uso do chamado “cotão” não estava regulamentado pelo Congresso e Tribunal de Contas. E disse que alguns aperfeiçoamentos foram feitos para que os deputados estaduais passassem a utilizar essa cota, “que não é em espécie, mas sim em créditos”.
Para Belão, até mesmo a utilização de outra definição para esse crédito foi elaborada no Amazonas, uma vez que os deputados não concordavam com o termo “pacotão” que havia sido instituído pela imprensa do sul do país.
“Com base na Constituição e nas resoluções do Congresso, instituímos, no Amazonas, a cota única em valor bastante inferior ao que a Constituição nos permitia e, mesmo assim, ainda conseguimos utilizar muito menos do que poderíamos,” destacou. Belão disse que no primeiro quadrimestre de 2010 os deputados poderiam utilizar R$ 1,6 milhão de cota única, mas só foi utilizado R$ 1,2 milhão em respeito à sociedade.
Ele esclareceu que o uso das passagens pelos parlamentares necessitava de regulamentação, porque não se proibia, à época, que terceiros fossem beneficiados. “Eu mesmo incorri nesse erro, mas tive a humildade de reconhecê-lo e de nunca mais permitir que tal fato ocorresse”.
Belarmino esclareceu, ainda, que quando o TCE recomendou que a ALE deveria eliminar as gratificações de 20% para os componentes da Mesa Diretora, para os presidentes de comissões e lideranças, “tivemos a humildade de acatar as recomendações e essas gratificações foram imediatamente suspensas”, disse.
Na sua opinião, administrar a coisa pública é fazer o uso de todos os equipamentos colocados à sua disposição dentro da lei. “Assumimos que cometemos equívocos, mas temos a grande de dizer que os corrigimos para não errarmos mais”.
Belão rebate e diz que Assembleia
Em: 14 de maio de 2010
Belarmino Lins explicou que até que fosse instituído o uso da cota única pela Assembleia, muitos fatos aconteceram, erros foram superados e a transparência garantida
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Bancários rejeitam proposta da Caixa e mantêm greve nacional
12 de setembro de 2026

Fachin decide que plenário do STF julgue na terça (15) apenas Alexandre de Moraes
12 de setembro de 2026

PF aponta cobranças de Flávio a Vorcaro por filme Dark Horse
12 de setembro de 2026

Inflação oficial de agosto fecha em -0,32%, menor taxa em quatro anos
11 de setembro de 2026

Amazonas confirma três casos de sarampo; outros dois são investigados
11 de setembro de 2026


Flávio Bolsonaro reforça compromisso com Professora Maria pelo desenvolvimento do Estado
11 de setembro de 2026

Orquestra de Câmara do Amazonas apresenta concerto “Barroca” neste sábado
11 de setembro de 2026