Bem-estar, locação flexível e imóveis compactos redesenham o setor imobiliário para 2026

Em: 3 de fevereiro de 2026

Unidades compactas, modelos de short stay e empreendimentos voltados ao bem-estar devem liderar o mercado imobiliário brasileiro em 2026. A projeção integra um estudo da Housi, baseado em entrevistas com especialistas de incorporadoras de todo o país, e encontra forte respaldo no desempenho recente de Manaus, que atravessa o melhor momento de sua história no setor, impulsionada por demanda elevada, crédito imobiliário aquecido e novos formatos de moradia e investimento.

 

O levantamento da Housi indica que 53,8% do interesse do mercado está concentrado em projetos de short stay e uso misto, enquanto 44% das tendências de crescimento estão associadas a empreendimentos com foco em wellness, conceito que integra moradia, bem-estar e qualidade de vida. As unidades compactas lideram a agenda de lançamentos em nível nacional, alinhadas à busca por eficiência, localização estratégica e maior liquidez.

 

“O Brasil e o Amazonas nunca venderam tantos imóveis. 

O mercado 

O imobiliário está extremamente forte, extremamente fortalecido. A gente tem, hoje, cenários extremamente positivos quando se fala de crédito imobiliário e de recurso para financiamento”, afirma Sérgio Avelino Filho, diretor comercial da Patter Incorporadora. Segundo ele, o momento é sustentado por bases sólidas. Esse ambiente nacional favorável se reflete de forma intensa em Manaus. Dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (ADEMI-AM), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, mostram que o setor alcançou R$ 2,738 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) nos nove primeiros meses de 2025, superando todo o volume registrado em 2024, que foi de R$ 2,55 bilhões. A expectativa é que o ano encerre acima de R$ 3 bilhões, consolidando um ciclo de expansão sem precedentes na capital amazonense.

 

O terceiro trimestre de 2025 foi o maior da série histórica do mercado local, com R$ 1,124 bilhão em vendas, crescimento aproximado de 59% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reflete um aquecimento disseminado, que vai do padrão econômico, impulsionado pelo fortalecimento do programa Minha Casa Minha Vida, especialmente com a Faixa 4, até o alto padrão, com destaque para bairros como Ponta Negra, Tarumã e Adrianópolis. Esse cenário reforça uma transformação estrutural no setor imobiliário, já apontado pelo estudo da Housi. A moradia passa a ser encarada como um serviço, orientado por conveniência, experiência, tecnologia e eficiência operacional. Tipologias compactas se mostram especialmente compatíveis com modelos de operação contínua, gestão integrada e alto giro, características valorizadas por investidores em mercados dinâmicos como Manaus.

 

Nesse contexto, Avelino explica que a Patter Incorporadora se posiciona-se com um conceito diferenciado. “A Patter se destaca nesse conceito de prédios inteligentes e inovadores, tendo como base um sistema operacional que vai acoplar serviços e empresas para atender às mais diversas demandas e necessidades dos hóspedes ou moradores”, explica Sérgio Avelino Filho.

 

Outro segmento que mantém crescimento consistente é o estudantil, impulsionado pela demanda jovem, pela ocupação recorrente e pela previsibilidade de receita. Embora represente cerca de 15% das tendências de crescimento mapeadas pela Housi, o modelo se destaca pela forte aderência ao perfil urbano contemporâneo e ao movimento de adensamento das capitais regionais.

 

A consolidação desses formatos ocorre em paralelo ao fortalecimento econômico do Norte do Brasil, impulsionado por polos industriais, logística estratégica e crescimento populacional contínuo. Em Manaus, esse movimento é reforçado pela rápida absorção de estoque. Segundo a ADEMI-AM, o mercado está vendendo mais do que lançando, o que evidencia demanda reprimida, especialmente por imóveis entre 40 m² e 50 m², hoje os mais procurados. O preço médio do metro quadrado gira em torno de R$ 6.600, com valorização moderada de 2,6% nos últimos 12 meses.

 

É nesse contexto que Sérgio explica que a empresa deles projeta crescimento para 2026 e reforça sua estratégia no Amazonas. A incorporadora aposta em produtos alinhados às novas formas de morar e investir, priorizando eficiência, localização e experiência. “A gente traz para Manaus um conceito extremamente inovador e pioneiro, voltado para pessoas que anseiam por serviço, seja no próprio prédio ou em seus  arredores”, afirma o diretor comercial.

 

Manaus se consolida, assim, como um território estratégico dentro desse novo ciclo imobiliário. Diferente de mercados já saturados, a capital amazonense reúne crescimento econômico, confiança do consumidor, demanda habitacional consistente e espaço urbano para projetos contemporâneos, capazes de gerar impacto imediato na percepção de valor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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