Bolsas da Ásia recuam influenciadas por Wall Street

Em: 23 de maio de 2010
A forte queda em Wall Street influenciou novamente a maioria dos mercados asiáticos nesta sexta-feira.
A forte queda em Wall Street influenciou novamente a maioria dos mercados asiáticos nesta sexta-feira.

A forte queda em Wall Street influenciou novamente a maioria dos mercados asiáticos nesta sexta-feira. A exceção foi a China, que teve seu desempenho centrado em perspectivas locais. Não houve negociações em Hong Kong e na Coreia do Sul por ser feriado.
As Bolsas da China se recuperaram, com expectativas de que Pequim não irá adotar medidas adicionais de aperto no curto prazo. O índice Xangai Composto subiu 1,1% e encerrou aos 2 583,52 pontos – na semana, o índice acumulou declínio de 4,2%. O índice Shenzhen Composto ganhou 2,5% e terminou aos 1.008,48 pontos. As empresas com base em Xinjiang lideraram a alta, após o anúncio de grande pacote de estímulo para a região. A agrícola Xinjiang Tianye e a construtora Xinjiang Urban Construction atingiram a alta limite diária de 10%. Bank of China avançou 1,8%.
O yuan teve ligeira alta ante o dólar em razão da forte demanda pela moeda local uma vez que os bancos liquidaram a venda de bônus do banco central, apesar de que expectativas de que Pequim manterá estável sua política econômica tenha segurado a alta. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8277 yuans, de 6,8279 yuans do fechamento de quinta-feira.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, teve fortes perdas, na quinta sessão seguida de baixa. O índice Taiwan Weighted caiu 2,5% e fechou aos 7.237,71 pontos, o pior fechamento em três meses e meio. O setor tecnológico foi novamente o mais atingido. Hon Hai Precision perdeu 2,2% e Acer desabou 4,1%. No financeiro, Cathay Financial despencou 4%.
O mercado de ações de Sydney, na Austrália, também fechou em queda, mas mostrou uma recuperação espetacular, saindo de uma mínima de 10 meses e acompanhando o movimento do dólar australiano, que também emergiu de sua menor cotação em 10 meses O índice S&P/ASX 200 terminou com recuo de 0,3%, fechando aos 4 305,4 pontos, depois de ter afundado para 4.175,7 pontos – o menor nível desde 30 de julho do ano passado. A recuperação da bolsa foi puxada pelas ações dos bancos: Westpac e National Australia Bank subiram mais de 2%, depois de terem caído mais de 4% no intraday. Entre as mineradoras, BHP Billiton fechou praticamente estável, com avanço de apenas 0,02%.
O índice PSE da Bolsa de Manila, nas Filipinas, encerrou em queda de 1,1%, fechando aos 3.179,36 pontos.
A Bolsa de Cingapura teve a maior baixa em três meses, em consequência das persistentes preocupações sobre o impacto da crise de débito da zona do euro sobre o crescimento econômico global. O mercado também foi afetado pela maior queda porcentual registrada pela Média Industrial da Dow Jones em 14 meses. O índice Straits Times caiu 1,90% e fechou aos 2.701,20 pontos, menor nível desde 8 de fevereiro.
O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, recuou 2,6% e fechou aos 2.623,22 pontos, com as vendas de estrangeiros em blue chips em meio a crescentes preocupações sobre o contágio da crise de débito da Europa e também à desvalorização da moeda.
O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, cedeu 1,4% e fechou aos 1.285,73 pontos, por conta da piora do sentimento devido a preocupações com a crise de débito da Europa e aos fracos resultados dos demais mercados regionais

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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