Bolsas da Europa caem com bancos e previsões de desaceleração

Em: 11 de setembro de 2008
As bolsas européias fecharam em baixa. A previsão do banco americano de investimentos Lehman Brothers de um prejuízo de US$ 3.9 bilhões no trimestre afetou o setor bancário
As bolsas européias fecharam em baixa. A previsão do banco americano de investimentos Lehman Brothers de um prejuízo de US$ 3.9 bilhões no trimestre afetou o setor bancário

As bolsas européias fecharam em baixa. A previsão do banco americano de investimentos Lehman Brothers de um prejuízo de US$ 3.9 bilhões no trimestre afetou o setor bancário. Os dados negativos sobre a economia da zona do euro também afetaram a confiança dos investidores.
A Bolsa de Londres caiu 0,91%, para 5.366,20 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 0,23%, ficando com 4.283,66; a Bolsa de Frankfurt caiu 0,37%, para 6.210,32 pontos; a Bolsa de Amsterdã caiu 0,46%, para 393,90; a Bolsa de Milão teve baixa de 0,64%, indo para 21.499 pontos; e a de Zurique caiu 0,95%, fechando com 7.121,43 pontos.
O Lehman informou que deve se desfazer de parte significativa de seus ativos imobiliários, vender 55% de participação em sua divisão de gestão de investimentos e reduzir em 93% os pagamentos de dividendos. O anúncio favoreceu os negócios em Nova York, mas na Europa o foco dos investidores ficou sobre a previsão do prejuízo. O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, destacou a incerteza em torno do crescimento econômico na zona do euro e advertiu que continuam os riscos para a estabilidade de preços na área a médio e longo prazo. Ele lembrou, em pronunciamento no Parlamento Europeu, que, segundo as previsões da autoridade monetária, a inflação continuará alta por muito tempo, e só ficará moderada ao longo de 2009. Trichet disse ainda que a situação atual de fragilidade será seguida por uma recuperação gradual, se for mantida a moderação do petróleo e da criação de emprego. No entanto, insistiu em que a incerteza é muito grande, com vários riscos em baixa vinculados, principalmente, a novos aumentos da energia e dos alimentos, assim como à possibilidade de que as turbulências financeiras tenham um impacto maior na economia do que o estimado até o momento.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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