Bolsas européias caem com novas preocupações sobre crise de crédito

Em: 5 de novembro de 2007
O lucro do banco teve queda de 57% no terceiro trimestre, para US$ 2,2 bilhões, em decorrência da crise de crédito.
O lucro do banco teve queda de 57% no terceiro trimestre, para US$ 2,2 bilhões, em decorrência da crise de crédito.

As Bolsas européias fecharam em baixa na segunda-feira. As preocupações dos investidores quanto a um eventual agravamento da atual situação de crise no mercado de hipotecas de risco nos EUA se aprofundou com os sinais de problemas no Citigroup -e com o receio de que os bancos europeus venham a mostrar resultados fracos nos próximos dias.

A Bolsa de Londres fechou em queda de 1,06%, com 6.461,40 pontos; a Bolsa de Paris encerrou o dia em baixa de 0,63% e com 5.684,62 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 0,53%, para 7.807,55 pontos; a Bolsa de Milão teve perda de 0,82%, caindo para 30.727 pontos; a Bolsa de Amsterdã recuou 0,60%, para 534,02 pontos; e a Bolsa de Madri teve ligeira variação negativa de 0,07%, fechando com 1.716,89 pontos.

O Citigroup informou que planeja reservar entre US$ 8 bilhões e US$ 11 bilhões para compensar eventuais perdas adicionais. A medida provocou temores de que a crise de crédito no país, provocada pelo aumento da inadimplência no mercado de hipotecas de risco, possa causar outra onda de turbulência nos mercados financeiros. O lucro do banco teve queda de 57% no terceiro trimestre, para US$ 2,2 bilhões, em decorrência da crise de crédito. No trimestre passado, as provisões do banco para perdas futuras em outros empréstimos somou US$ 6 bilhões. Na semana passada, a nota do Citigroup foi rebaixada por instituições que fazem avaliação de risco de crédito.

O setor de bancos na Eu-ropa foi o que mais sentiu o impacto das dificuldades do Citi. As ações do Barclays caíram 3% e as do HBOS, 1,8%, depois que o HSBC rebaixou sua recomendação sobre os dois bancos.
Também caíram as ações do Deutsche Bank (-2,1%) e as do BNP Paribas (-1,6%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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